♨ Docinho ♨

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˗ˏˋ S/n.

– Eu não vou sair com você. – Disse rapidamente, antes que ele falasse algo, já querendo acabar com toda essa situação.

Ele me olhou por alguns segundos, em silêncio. Logo, seus lábios se curvaram em um pequeno sorriso e ele estendeu a sacola em suas mãos para mim.

– Para você. – Ele disse, seu tom não parecia irritado ou chateado, sua voz estava suave.

Estranhando toda a situação, cruzei os braços em meu peito e observei a sacola por alguns segundos. Arregalei os olhos instantaneamente ao ler o nome escrito.

Ele comprou alguma coisa da Dior para mim? Meu Deus, ele é louco?

– Eu não vou sair com você só porque você comprou alguma coisa da Dior para mim. – Disse rapidamente, voltando a olhar para ele, que permanecia com aquele mesmo sorriso.

– Não estou tentando te convencer a sair comigo pelo presente, apenas quero te dar a chance de me conhecer e ver que não sou um filho da puta. – Ele disse, convencido, seu sorriso aumentando enquanto me lembrava do que eu havia o chamado.

Respirei fundo. Não acredito que vou ter que lidar com o filho mimado do presidente.

– Eu recuso essa chance com todos os nãos que existem no mundo. – Disse firmemente, e, ao contrário do que eu achava, ele pareceu se divertir ainda mais com a minha recusa.

Ele aproximou sua mão do rosto, tocando seu queixo com o indicador e o polegar. (🤔) Levantou seu olhar para o teto, ficando com uma expressão séria, fingiu estar pensando e após alguns segundos, ele me encarou.

– Tem certeza? Porque sabe, a cadeia não é muito confortável. – Ele piscou para mim.

– Isso é chantagem. – Respondi, começando a ficar indignada, mas ele sorriu.

Mais que desgraçado, não acredito que ele vai usar a situação que foi culpa dele para me chantagear.

– É apenas uma proposta, docinho. – Revirei os olhos com suas palavras, pensei por alguns segundos, afim de encontrar alguma resposta à altura, mas nada vinha em mente para rebater.

– Eu não vou sair com você!

– Então prefere ir para a cadeia? – Ele perguntou, ficando sério. Estava em dúvida se ele realmente falava sério ou estava brincando.

Ele tinha essa postura de militar, sério, olhar penetrante, incrivelmente lindo. Não duvidaria que ele estivesse falando sério, mas eu também não me deixaria abalar pela situação.

– É melhor do que sair com você. – Dei as costas para ele e fui para trás do balcão tentando fugir da situação. Ele continuou no mesmo lugar. – E aposto que vai ser só por uma noite, uma noite na cadeia não deve ser ruim.

Encostei meus braços no balcão, subi meu olhar para ele. Novamente, ele estava com aquele sorriso idiota, convencido, como se a minha recusa fosse apenas uma diversão para ele, e provavelmente era.

– Por uma noite? – O desgraçado riu. – No máximo por uns dez anos. – Ele deu de ombros, agindo como se não importasse.

– Dez anos?! – Meu tom de voz foi mais alto do que eu imaginei, mas estava muito indignada para me importar com isso. – Você vai fazer isso só porque eu chamei você de desgraçado?

– Errado, você xingou o filho do presidente. – Ele piscou para mim.

– Ah, qual é? Eu não vou sair com você. – Cruzei os braços e olhei para outro lugar que não fosse ele.

– Por que? – Ele perguntou, cruzando os braços dessa vez. A sacola da Dior mexeu contra seus grandes braços, o que me fez perder o foco por alguns segundos.

Rapidamente pensei em algo, subi meu olhar para o teto, tentando encontrar alguma desculpa ótima em minha mente, mas eu não sabia o que responder.

– Você é feio. – Menti, mas não olhei diretamente para ele, fingi estar limpando minhas unhas.

– Tem certeza, docinho? – Ele perguntou, dando uma pequena risada.

– Tenho. – Continuei sem olhar para ele, fingindo que ele nem ao menos existia.

– Então olha para mim e me diz isso. – Ele se encostou no balcão à minha frente, a sombra de seu corpo sobressaindo ao meu.

Respirei fundo, apertando meus dedos, e levantei o olhar para ele. Seu corpo estava inclinado em minha direção, seu rosto estava perto, perto o suficiente para sentir o cheiro amadeirado e incrivelmente bom que vinha dele, o que me fez parar por alguns segundos. Me perdi por alguns segundos com aqueles olhos azuis me encarando.

Droga, eu não vou conseguir falar com ele tão perto.

– Viu só, você nem consegue falar. – Ele colocou a sacola no balcão em minha frente. – Te pego às sete. – Ele piscou para mim novamente, se afastando do balcão.

– Ei! Eu não aceitei sair com você! – Observei ele colocar o capuz e a máscara.

– Aceitou sim. – Ele disse, andando até a saída. – Espero que use o vestido que eu comprei para você. – Sua voz saiu abafada.

– Você nem sabe onde é o meu apartamento. – Ele abriu a porta e se virou para me encarar.

– Eu descubro. – E assim, ele saiu pela porta.

– S/n, você vai sair com o filho do presidente. – Steven disse animado, se aproximando de mim. – Você tem que ir bem bonita e cheirosa.

– Eu não vou sair com ele. – Murmurei, revirando os olhos.

– COMO ASSIM? – Ele berrou no meu ouvido. – Se você não quiser, eu quero, agora abre essa boca que eu sei que você quer me ver sair com ele!

– Cala a boca, Steven. Eu não vou sair com ele, isso foi uma chantagem barata. – Respondi, ignorando suas provocações.

– Ah, vamos lá, S/n. Pode ser uma oportunidade incrível, quem sabe você não se apaixona pelo cara? – Steven insistiu, fazendo–me revirar os olhos mais uma vez.

– Duvido muito. Além do mais, eu não quero me envolver com alguém como ele. – Respondi, determinada em minha decisão.

Steven suspirou frustrado, mas logo sorriu maliciosamente.

- Abre logo. - Ele apontou para a sacola.

Eu tomei todo o cuidado para não rasgar e encarei o vestido. Não tive coragem de tirá-lo por completo da sacola, ele é tão delicado e caro que pode até rasgar.

- Você vai ficar uma gostosa. - Steven disse, sorrindo e parecendo bem animado.

- Por que vocês ainda não estão trabalhando? - Ouvi Josh falar e rapidamente guardei o vestido, colocando a sacola no chão para tentar esconder o que tinha acontecido.

- Steven estava se sentindo mal. - Respondi rapidamente, inventando alguma desculpa.

- Hum, vou descontar isso do salário de vocês dois. - Ele avisou sem olhar para nós. - Tenho que organizar o armazém. Quando voltar, quero isso funcionando aqui. - Ele saiu sem dar tchau mais uma vez.

Steven reclamou, mas ignorei, pegando um papel que havia caído da sacola.

"Hey, S/n!
Espero que você me mande mensagem :)
(Número de telefone dele)"

Ele simplesmente tinha me entregado o número de telefone.

Pensando seriamente em passar dez anos na cadeia...

𝑜 𝑞𝑢𝑒𝑟𝑖𝑑𝑖𝑛𝒉𝑜 𝑑𝑜𝑠 𝑒𝑢𝑎₊ 𝐵𝑎𝑟𝑟𝑜𝑛 𝑇𝑟𝑢𝑚𝑝Onde histórias criam vida. Descubra agora