Ana e Tiago me ajuda a caminhar, devido às dores, fico meio acanhado por estar nu, porem eles não demostram nenhum tipo de vergonha como se já tivessem feito isto, caminhamos em um labirinto de crianças e adolescentes dormindo, e pensar que a pouco tempo estava igual a eles, uma coisa muito horrível de se ver aos olhos, principalmente aqueles fios grudados na cabeça, com um líquido azul. Eles caminham até um buraco grande, mas bem escondido na parede onde leva as tubulações do lugar.
— Onde estamos? — Pergunto ao não ver nenhuma janela ou uma fresta.
— Eu realmente não sei! — Fala Ana me segurando — Mas parece que estamos bem debaixo da terra, parece um laboratório, é muito difícil compreender, mas pelo que tem la fora, deve ter ocorrido alguma mutação com algum humano ou não sei.
— O que tem la fora? — Pergunto
— Você vai ver eles? — Diz Tiago — Alguma hora você vai ver eles! Eu acredito serem alienígenas!
— Eu estou sentindo falta de ar — Falo, com uma palpitação no peito.
— Você esta se acostumando com o ar, fica tranquilo isso vai passar. — Tiago segura a minha mão — Nós andamos pelos dutos de ar aqui, a salas escondidas dentro desses dutos onde nós moramos, salas sem portas acopladas de fios.
— Quantos de vocês estão?
— Acordados! — Ana termina a minha pergunta — Bom no momento somos quatro, cinco com você agora, eu e mais uma menina e dois meninos o Tiago e o outro que iremos apresentar.
Nós caminhamos por entre os dutos que são do nosso tamanho, depois de alguns minutos saímos do tuto e entramos em uma sala com portas de aço e sem janelas, uma sala enorme, parece um "centro comercial" la dentro escuro, sem caixas para cobrar e pessoa, lá a cama travesseiros, roupas e sapatos, até brinquedos, eles clareavam o lugar só com as lanternas que os dois tinha nas mãos que retiraram de alguma forma de seus bolsos.
— Pode se trocar — Diz Ana mexendo em alguns objetos como se tivesse procurando algo
— Posso escolher qualquer peça de roupa?
— Sim, essas são nossas roupas. — Diz Tiago — Quer dizer de todos nós até do que estão dormindo.
Eu caminho na sala passando as mãos entre os trajes. Os dois se sentam, a muitas roupas e cheiros, deixado pelos seres humanos que vestia elas, cada uma com um perfume ou amaciante diferente, vou passando a mão em várias roupas tentando escolher uma para mim, a primeira coisa que encontro é a cueca e logo visto para tirar minha nudez, já me sinto muito mais agasalhável, quando passo por uma camisa preta de uma antiga banda de "rock" sinto um cheiro muito familiar, esse cheiro me faz agarrá-la e trazê-la para perto do meu nariz, ela está dobrada com um jeans e uma jaqueta vermelha e preta quadriculada, a uma bota escura também, então começo a vestir até que algo corre em meu pensamento. Uma mulher de cabelos escuros e olhos claros, sorrindo com um chapéu de palha sobre a cabeça, e um homem loiro sorrindo também, mas com um bigode falso escuro, era dia de festa junina, o cheiro do café na cozinha, pipoca, e quentão, naquela casa muito humilde, cheio de gente, o sofá todo arranhado pelo gato, o chão de cimento vermelho queimado que marcava a pele, porque era pintada com cera vermelha, e aquela casa de madeira, vi a noite lá fora pela janela de madeira, o céu todo estrelado enquanto todos ali dentro fazia a festa, e uma fogueira ali fora para terminar de queimar o resto da lenha.
Sento-me no chão de aço daquele lugar, daquele lugar mais desconhecido do que os meus pensamentos acredito que a Ana e o Tiago percebem porque eles levantam e vêm até mim.
— Você esta se lembrando! — Diz Tiago mostrando sua camisa uma azul com um personagem herói. — Gradualmente você vai lembrar da sua verdadeira vida.
— Mas vivi uma vida em santos, tive uma ótima família, uma namorada perfeita.
— Era tudo sonho! — Diz Ana, — Eles fazem você acreditar nisso! — Ela da sua mão para me levantar.
— Você diz eles, quem são eles? — Os dois se olham.
— Nós não sabemos, mas como eu disse eu suponho serem alienígenas — Diz Thiago.
— Sabemos que eles são malvados, eles nos levam ao fogo, e depois nos queimam vivos, dormindo ou não. — Ana fala espavorida. — Vamos te mostrar, mas primeiro queremos que você conheça nossos outros amigos que também estão acordados, escondidos entre os dutos.
Voltamos a caminhar novamente pelos dutos depois de eu ter me trocado, vejo muitas outras salas com milhões de pessoas dormindo.
— Só vocês estão acordados com bilhões de pessoas nesse lugar dormindo? Ana?
— Agora somos exatamente cinco com você.
— Estamos querendo acorda mais pessoas, mas existe uma porcentagem para acorda as pessoas, demora umas duas horas a mais, e às vezes eles podem aparecer. — Tiago fala
— Demorou tudo isso para vocês me acordarem? — Fico assustado
— Sim! Umas três horas — Ana diz — Isso porque paramos o meio do processo uma vez porque eles apareceram.
Entramos em uma sala cinza com luz que vem dos canos e fios azuis, clareando a sala, o mesmo liquido a qual ia na cabeça de quem estava dormindo iluminava o quarto todo naqueles grandes canos, havia um menino bem magro, de cabelos escuros e enrolados, e uma menina ruiva na sala.
— Quem é este? — Diz a menina ruiva apontando para mim.
— Nos não sabemos ele ainda não lembra o nome verdadeiro ele acredita ser Josh! — Diz Ana
— Prazer! — O menino caminha até mim. — Meu nome é Caio.
A moça ruiva caminha até mim.
— Meu nome é maria, é um nome muito comum, aposto que você não ira esquecer.
— Pode apostar que não — Digo e ela sorri.
— Estávamos pronto para comer — Diz caio segurando a minha mão e me levanto até onde eles estavam sentados, tinha uma toalha estendida no chão com todo tipo de frutas e vegetais.
— Como? — Pergunto vendo todo aquelas frutas.
— Ana e Tiago são chamados de despertadores, eles estão tentando acordar a todos aqui, eu sou chamado de colhedor, vou nas salas onde tem roupas brinquedos, e outras coisas, já achamos colchoes em salas, e achamos a sala de árvores frutíferas e das plantações, são enormes e tem muitas coisas, a Maria é chamada de preparadora ela tenta cuidar do lar, enquanto estamos fora, estávamos precisando de um explorador, para explorar outros lugares e quase a função de um colhedor, mas não fomos tão fundo por entre esses dutos.
— Vocês nunca foram pegos? — Pergunto, e todos abaixam a cabeça
— Julia foi a primeira a acorda neste local, devia ter dado pane no sistema ou algo do tipo, demorou muito para ela se levantar, ela até os viu entrar no quarto, e no momento em que tentaram alcançá-la ela correu, ela achou os dutos e entrou e pelos dutos ela os analisou, tudo que eles fazia, ela viu, a fornalha onde eles nos joga, ela tentou entender o lugar onde nos estamos, que lugar era esse? Onde ela estava? Não conseguia ver nada na janela apenas escuridão, ela começou a se lembrar de onde veio e de onde surgiu, no terceiro dia ela sabia que morou no Brasil, em uma cidade em Minas Gerais, então ela viu seu amigo, lembrou dele, e o acordou, seu amigo era eu — Diz Caio. — Acordei pensando que meu nome era Sandro e procurando meu namorado Marcos, mas não o encontrei, e descobri que meu nome era Caio que eu vim de Minas Gerais e que Julia era uma das minhas melhores amigas, e a única que sabia sobre minha sexualidade, eu lembrei de minha mãe de meu pai e do lugar que morávamos, lembrei de meus primos de meus avós e de tudo que eu precisava lembrar, eu fiquei todo feliz ao me lembrar de tudo, mas sentia falta de meu namoro com marcos, pois na realidade eu era solteiro, conversamos eu e Julia, ela me mostrou onde eu estava, embora não entendiamos muito, então encontramos maria, ficamos três horas para acordar ela a acordamos, então a ensinamos, depois foi Tiago e por último a Ana e agora você.
— Eu me lembrei que nasci no rio de janeiro, meus pais eram produtores de uma rede de tv. Muito famosa, e moramos em um grande apartamento, sim, eu era muito rica, e basicamente meu sonho não mudava muito da minha realidade, foi difícil acostumar aqui dentro. — Diz maria,
— Continuando, foi então que aconteceu, Julia estava pegando frutas comigo, quando de repente eles apareceram na sala de frutíferos, por maior que a sala era havia quatro deles, eu entrei muito rápido no duto de ar, mas quando ela entrou eles a puxaram, ela gritou para que eu fugisse e não retrocedesse, fui até a parte de cima do tuto, e a vi me olhando, eles falaram algo estranho, e ela parou de gritar era como se estivesse hipnotizada, seus olhos ficaram branco, chamei maria, e vimos eles arrastarem ela para a fornalha, levou ela e mais cinco pessoas para lá, tentei gritar chorar porem maria me segurou. — Caio começa a chorar, eu não sei o que fazer me aproximo dele e o abraço. — Eu podia ter feito algo, podia ter mudado, mas deixei que eles a levassem. — Ele enxuga as lagrimas com a mão.
— A culpa não é sua! — Digo e ele, ele para de chorar e me olha.
— Obrigado!
Fica um pouco estranho porque ele olha para mim enquanto eu o abraço, então eu solto o abraço e volto para a minha posição sentada como estava.
— Eu nasci em Ribeirão preto estado de São Paulo — Fala Tiago sorrindo enquanto come
— Nasci em Socorro do Piauí, no Piauí. — Diz Ana
— Vocês acreditam que a Julia morreu? — Pergunto
— Temos certeza, a fornalha e horrível, eles nos manda lá como lixo e na hora que fecha você percebe que pega fogo la dentro. — Fala maria
— Por isso eu chamo aqui dê o abate. — Diz Ana.
— Tudo bem, chega desse papo a refeição esta divina - Diz Tiago.
Comemos e conversamos mais um pouco, eles contam como era a vida nos sonhos, Tiago se chamava Alexandre, ele era campeão de futebol e popular na escola, morava em uma mansão em são paulo, Ana se chamava Lisandra morava em um grande sítio cheio de árvores e animais de todo tipo, ela sempre cavalgava a noite e contava historias a noite com a família na fogueira, maria tinha o mesmo nome maria e era atriz de novela nos sonhos, já caio namorava marcos um garoto muito popular e a vida onde eles viviam era sem preconceitos nenhum e nem homofobia, ele podia andar de mãos dadas a vontade sem olhares tortos e ridículos.
Depois de todos contarem sua versão eu contei a versão de meu sonho, contei que eu corria todo dia na praia, e que tinha uma namorada linda chamada Sandy, e que meus pais era muito amigável, que meu mundo todos trabalhavam e todos tinha dinheiro, não existia criminalidade, e que eu tinha um irmão, depois que terminei de contar caio segurou minha mão.
— Venha comigo! — Disse Caio
Caminho com ele entre os dutos de ar, e começo a escutar um barulho como se fosse cachoeira, chegamos a uma sala com uma piscina e tubos grandes que jogam água nelas.
— É aqui que tomamos banho.
— De onde vem tanta água? — Pergunto
— Você acha que as salas de frutas e legumes crescem como? — Diz caio tirando a roupa. — Vamos? Além de que a água e quente aqui.
— A não eu estou bem! — Digo um pouco tímido.
Ele entra nu na piscina.
— Eu não tenho vergonha de meu corpo — diz ele. — Fique tranquilo não e por que sou "gay" que vou te agarrar — Eu tiro minha roupa e entro na piscina também.
— Aquelas coisas a quais vocês pronunciam "eles", costumam comer essas frutas e esses vegetais.
— Eu realmente não sei — Fala caio se aproximando, eu tento ir um pouco para trás — Ele caminha para frente. — Calma eu não vou lhe morder — Caio ri.
— Você é muito bonito — digo — Mas eu gosto de mulher.
— Obrigado você também é, relaxa não estou dando em cima de você, aqui todos somos amigos apenas. — Diz ele com um sorriso sarcástico.
Neste momento Ana e Tiago entra na sala com maria.
— Vocês estão tomando banho sem chamar a gente. — Diz maria os três tiram as roupas e ficam nus, pulam na piscina, a água e quentinha, e agradável — É aqui que bebemos a água também, ela flui por esses canos que a trasportam.
Ana nada até meu lado.
— Oi! — Ela sorri e afunda, ao emergir de novo eu a respondo com um oi — agradável não é?
— Sim! — Eu concordo.
— Sabia que a água tem poderes calmantes. — Diz ela
— não sabia!
— A água relaxa o corpo — Ela toca em meus ombros, e depois nada para trás, vejo os outros três conversando, olha para Tiago e maria depois para Caio que me observa.
Ficamos horas ali então como Ana disse a água relaxa mesmo, todos vamos para o quarto com a luz azul entre os fios grandes, lá deitamos nos colchão e adormecemos.
Eu vejo novamente a mulher de cabelos escuros e o homem de cabelos loiros, agora ele brincando de bola comigo, vejo que já sou mais velho, ela carrega um bebe ao colo, e eu estou brincando com esse homem loiro e ele ri, e eu o chamo de pai, ela chama a gente para comer, e deduzo que ela e a minha mãe, ouso um som estranho e acordo.então não sei quantas horas passou mais acordamos.
— Se quiser poder dormir comigo hoje — Diz Caio brincando quando levanto e todos dão risada. — Que é! — Ele olha os outros.
— Droga a fornalha! — Diz Ana e os outros três caminham em direção aos dutos,
— Venha! — Diz caio me chamando com as mãos.
Corremos entre os dutos até uma janela bem pequena em baixo de nos que da para ver um grande salão com uma porta de aço encostada no canto com uma luz muito forte parecendo fogo saindo dela.
— Ali e a fornalha — Ana aponta o dedo e nesse momento os pelos do meu braço arrepia, por mais que estamos quase deitados no duto para olhar aquela mini janela, da para sentir o calor vindo daquela sala.
Quatro jovens dormindo são levadas para lá, inclusive uma criança, o que da total de cinco, agora vejo as criaturas que eles chamam de eles, é como vi a primeira vez em meu sonho meio embaçada e falando aquela linguá estranha, agora conseguia ver nítido essas criaturas, elas tinham cabeças enormes e sem olhos e bocas, braços longos e mãos muito grandes, a pele um verde muito escuro, quase brilhante e transparente dando para ver o que esta no chão quase como se fossem invisíveis, dava para enxergar suas veias pulsando em seus corpos, chega até assustar, pois, nunca vi nada do tipo, parecia um sonho o melhor um pesadelo, todas elas possuíam quatro dedos nas mãos, eles entrarão na sala, coloca as pessoas la e sairão da sala, no momento em que fecharam a porta, o fogo saiu entre os vãos da porta de aço, onde eles chamavam de fornalha, eu me desespero e Caio segura minha boca para eu não gritar.
— Fique calmo — Diz maria.
Eu me desespero e saio correndo.
— Mas que droga! — Tiago fala bravo — eles vão nos encontrar.
— Me deixa sair! — Eu grito desesperado — Me deixa sair — Corro freneticamente entre os dutos tentando achar uma saída, desço e subo escadas do duto e entro em uma sala muito estranha, tudo escura mais com uma janela, — Me deixa sair bato na janela. — Então vejo algo muito estranho, volto para encontrar com os quatro, mas tudo fica escuro, ao acorda sinto uma dor forte na cabeça como se alguém tivesse me batido com um taco acordo na sala com todos os quatro me olhando. — Ai que dor! — Passo a mão na cabeça
— Podia ter te matado — Diz Ana me levantando — Se podia ter nos matados também!
— O que aconteceu? — pergunto
— Bom depois que você se desespero, nos fomos atrás de você com medo de eles te pegar. — Tiago olha para Ana — Aii.
— Eu bati na sua cabeça com muita força para você desmaiar. — Ana fala sem medo terminando a frase de Tiago.
— Eu vi algo na janela — digo — Eu realmente vi uma janela!
— Eu sabia você é um explorador! — diz Caio — Nós nunca vimos uma janela aqui nessa bagaça.
— Eli — Maria olha para ele.
— nos leves até lá — Ana obsecra.
Faço todo o meu trajeto desde a fornalha até onde corria, então encontro a sala novamente, todos nós observamos a grande janela.
— Eu juro ter visto algo — digo, mas a escuridão toma conta do quarto sem luz nenhuma. — Por isso ia chamar vocês até que Ana me acertou.
Tiago passa a mão na minha cabeça e olha para Ana.
— O quanto você acertou o garoto, pois acho que ele ficou doido. — Ele tira o braço da minha cabeça
— Não estou maluco. — respondo. Encosto a mão na janela e vejo de novo pontos brancos. — Vocês estão vendo?
— Estamos o que é isso? — Diz maria colocando a mão na janela, e uma luz muito forte clareia toda a sala escura aparecendo até a porta escondida na sala, um clarão de luz chega a ser tao forte que somos obrigados a fechar os olhos até passar.
— Mas que porra foi essa! — Diz caio colocando a mão também na janela e a observando
— Olha a boca! — Maria fala brava.
— Tu és minha mãe agora — Ele responde.
— Nós não estamos em um laboratório — E a vez de Ana colocar a mão na janela e observa
— Não estamos debaixo da terra, estamos acima dela, muito acima dela — Eu digo. — Vocês não perceberam, estamos no espaço, muito longe da terra, e aquilo que passou e um sol de outra constelação.
— Quer dizer que estamos em uma nave? — Diz Ana amedrontada.
— Não só estamos numa nave como fomos abduzidos, então! — fala Tiago
— então eles realmente são alienígenas! — Caio tira a mão da janela e caminha na sala — Mas o que eles querem?
— Queimarmos vivo — Ana responde à pergunta de caio.
— Eu já sabia que era uma nave — Fala Tiago — Eu avisei vocês desde o começo, a galera eu sou Geek assisti muito filmes de extraterrestre.
— Então senhor Geek o que fazemos agora? — Maria fala e todos nós saímos da janela e olhamos um para o outro.
— Eu realmente não sei — Fala Tiago.
— Isto é obvio não é? — digo, e todos se observam. — Vamos acordar todos eles!
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O despertar
Science FictionJosh desfrutava de uma vida que parecia saída de um conto de fadas moderno. Na ensolarada praia de Santos, ele residia em uma apartamento a beira -mar. Cada manhã, Josh se entregava a um ritual revigorante: uma corrida no calçadão da praia, onde seu...
