Como nascem os deuses

Como nascem os deuses

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WpMetadataNoticeLast published Fri, Jun 30, 2017
A fé faz parte da nossa existência como humanos. Antes da escrita, da filosofia, das nações, das guerras e da ciência, a fé já existia. Muito se fala sobre ela, mas pouco se explica. Religiosos a definem como uma forma do homem encontrar deuses em seus livros sagrados e em suas tradições. Cientistas a definem como a crença naquilo que não se pode ver ou provar em seus próprios livros sagrados, conhecidos como enciclopédias e dicionários. Mas nenhum destes entende por completo o que a fé significa. A fé é um mecanismo de defesa. O desconhecido esconde perigos, o escuro é uma ferramenta dos piores predadores, os mais perigosos são aqueles com mais conhecimento. Por isso a fé é importante. Ela é um conhecimento que lhe traz proteção, seja verdadeiro ou não. Mas afinal, o que é a verdade, senão uma interpretação humana? Pouco importa se o que explica a boa colheita é o bom humor de Ceres, a bondade de Javé ou o conhecimento das estações do ano, todos estes fatores levam ao mesmo fim: a felicidade, a segurança e a sobrevivência. A fé é o conhecimento absoluto que mantém o mundo vivo. Mas mesmo o conhecimento absoluto depende do desconhecimento. Para que a fé possa existir, a dúvida e a incerteza também precisam ser constantes. Um mundo de certezas é perigoso para a fé. E você, no que você acredita?
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Esta não é uma história para quem sonha com finais. Seu final já está dado. Ou pelo menos se sabe desde já o básico sobre ele. Não é uma história para os muito crentes de suas verdades, que nada aceitam além do que a própria mente com labor construiu e luta ferrenhamente com qualquer coisa que julgue ameaçar suas certezas. Definitivamente não se escreve para tais. Esta história espera dois tipos de leitor: o que é firme em sua opinião, sem se fechar para o que há além de suas ideias, sem perder o cuidado de entender as entrelinhas, as figuras de linguagem, as metáforas, o gosto em criar e contemplar imagens que concebera durante a leitura; e aquele que tem gosto pelas fortes emoções do caminho, que valoriza o presente e, independente do que vier adiante, é no agora que está seu coração e procura vive-lo da melhor maneira, pois sabe que o final é um detalhe obrigatório, que longe de resolver as questões de uma trama, serve apenas de limite às páginas do livro. Naturalmente, uma história que remonta ao nascimento de nossa Era e que, no entanto, desenrolara fora do tempo, não pode senão ser presente, acontecida agora e com um desfecho já sabido por todos. Não se deseja criar uma seita, uma nova religião ou transmitir mensagens do além. Aqui se explora e reexplora personagens e histórias já velhas em contextos incomuns. Quer-se trazer profundos e recorrentes questionamentos da alma humana, muitas vezes calados pelo medo ou vergonha de nossa ignorância. Não promete alguma resposta, antes abre espaço para a pergunta acontecer e podermos analisa-la com menor temor e maior tranquilidade. Quer-se sim descer no fundo do Abismo, mas conscientes do retorno. Alto lá: entre a ideia de retornar e a concretização disso há literalmente um Abismo no meio! Mas claro, também não há novidade em que a ideia de algo e esse algo concretamente sejam coisas distintas. Enfim, eis o convite à essa fantasia: se inicia na primeira Sext

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