– Ele começou – Regulus dizia, deixando que a medibruxa cuidasse de seu pescoço – Nunca sabe quando parar, mamãe já o alertou sobre a língua grande. Mas ele é estúpido o bastante para não obedecer. Vou contar para ela e Sirius receberá mais um castigo, talvez assim ele aprenda
– Não faça isso, senhor Black – Pomfrey disse suave
– Ele merece! Merece tudo o que mamãe e papai o fizeram! – Regulus declarou seu ódio
– Da mesma forma que você mereceu? – Os olhos azuis celestes da mulher se ergueram, questionadores e incisivos
O garoto perdeu a fala, sem resposta para aquela pergunta de aparência retórica. Madame Pomfrey pegou mais frasco de poção e virou no copo que Regulus estava usando para beber os medicamentos
– Há um motivo para Cruciatus ser nomeada como uma Imperdoável, senhor Black – Ela dissera – Não há nada que justifique o uso dela em alguém
– Sirius merece todas! – Regulus travou o maxilar, furioso. O rapaz recusou a poção, virando o rosto para longe com repulsa
A bruxa agarrou o maxilar do menino, o toque firme não era rude ou bruto, era cuidadoso, sem o machucar, mas exigindo seu olhar. As íris azuis encontraram as íris negras do garoto, não havia raiva em seu olhar, apenas compreensão — demonstrando algo que aqueles olhos escuros precisavam entender
– Regulus, você e Sirius são crianças. Você tem apenas quatorze anos, seu irmão, quinze. De todas as pessoas, vocês não merecem Cruciatus – Ela o soltou, segurando a mão do menino e enfiando o copo na mão do rapaz – Beba, é leite quente. Vai te ajudar a dormir melhor
Irritado ao vê-la sair, o menino gritou:
– Você não sabe de nada! É apenas uma sangue-ruim estúpida! – O menino não evitou se encolher quando o corpo da mulher parou de se mover
Poppy olhara por cima do ombro, um olhar doce em sua face
– A porta de meu quarto estará aberta caso precise de algo – Ela viu aquela raiva toda vacilar na face do menino – Tenha uma boa noite, querido