Quero alguém que saiba que, às vezes, o silêncio não é uma porta fechada, mas um convite ao abismo, um lugar onde as sombras se encontram e as verdades, que o dia insiste em maquiar, ganham cores cinzentas e contornos precisos. Que o amor não seja o remédio para as feridas, mas o testemunho silencioso de que elas existem, que o toque não seja a promessa de um amanhã, mas o reconhecimento de que, hoje, somos apenas dois náufragos tentando encontrar terra firme em um mapa antigo.•