Com relação ao lado diabólico do gato, a autora afirma que este "aspecto de bruxa, só passou a predominar com o cristianismo. Isso tem a ver com a expulsão patriarcal da sombra feminina. Temos então o gato como um animal da bruxa, um animal do demônio ou um vampiro. (..) Frequentemente, mulheres que não têm independência, que se prendem submissamente ao marido e aos filhos, sonham com gatos. Nesses casos, mostro a essas mulheres o que o gato faz. O gato segue seu próprio caminho; ele sabe o que quer e faz o que quer. (...) Com o passar do tempo, à perseguição às bruxas se juntou a perseguição ao elemento individual nas mulheres; e também a perseguição ao fato de que o homem podia compreender a qualidade individual do anima, (..). Esse contexto levou às perseguições, e de modo absolutamente simultâneo em termos históricos, ao aviltamento do gato - ele passou a ser chamado de animal-bruxa, malfazejo, causador de má sorte, e assim por diante. A projeção recaiu especialmente sobre o gato preto, ainda hoje sinal de desdita quando cruza o caminho de alguém. Assim o gato também tem muito a ver com a individualidade independente do feminino. " - páginas 74, 75, 77 e 78, 6ª reimpressão, Editora Paulus.