EvanDoCarmo5

Olá
          	
          	O mundo é o mesmo de sempre meus caros amigos, este absurdo de contradições humanas. Este comentário, um tanto desconexo, poderia muito bem ser do narrador, que também nos parece pessoa humana e comum como os demais. Contudo, quem o faz é um senhor bem vestido, que pelo traje e vocabulário podia ser um advogado, um professor, ou mesmo um doutor da área médica. Ele silencia, cala diante do que vê, e mesmo sendo culto não tem cabedal retórico para continuar com seu argumento em defesa do trágico acaso, e para nós não importa saber seu nome ou sua origem, nem tampouco seu ofício. São as pessoas que estão loucas, sem objetivo. Diz outro senhor de barbas longas, que olhava o morto sem demonstrar nenhuma confusão mental ou interesse especial. A vida perdeu o sentido. Diz outra voz um pouco fora da multidão.  
          	Todavia, não podemos nos esquecer de um fato estranhíssimo, que ocorrera neste nosso cenário fúnebre.  Ao lado do corpo, entre tanta confusão e alvoroço, há um cão, que depois de um uivo silencioso, enquanto tudo se encaminha para o desfecho da nossa história trágico urbana, este cão, que mesmo sendo incomum nas suas atitudes e gestos, que além de uivar podia chorar, levando em conta que o contexto nos daria razão para supor ser normal, um cão que chora, todavia não é este cão, o cão das lágrimas de outros tantos romances famosos e incomuns, como se apresenta este nosso ensaio. Este cão preferiu uivar, embora que silenciosamente, pois sua melhor e mais atraente proeza é o riso. Pois bem, este é o cão do riso, não o cão das lágrimas. 

EvanDoCarmo5

Olá
          
          O mundo é o mesmo de sempre meus caros amigos, este absurdo de contradições humanas. Este comentário, um tanto desconexo, poderia muito bem ser do narrador, que também nos parece pessoa humana e comum como os demais. Contudo, quem o faz é um senhor bem vestido, que pelo traje e vocabulário podia ser um advogado, um professor, ou mesmo um doutor da área médica. Ele silencia, cala diante do que vê, e mesmo sendo culto não tem cabedal retórico para continuar com seu argumento em defesa do trágico acaso, e para nós não importa saber seu nome ou sua origem, nem tampouco seu ofício. São as pessoas que estão loucas, sem objetivo. Diz outro senhor de barbas longas, que olhava o morto sem demonstrar nenhuma confusão mental ou interesse especial. A vida perdeu o sentido. Diz outra voz um pouco fora da multidão.  
          Todavia, não podemos nos esquecer de um fato estranhíssimo, que ocorrera neste nosso cenário fúnebre.  Ao lado do corpo, entre tanta confusão e alvoroço, há um cão, que depois de um uivo silencioso, enquanto tudo se encaminha para o desfecho da nossa história trágico urbana, este cão, que mesmo sendo incomum nas suas atitudes e gestos, que além de uivar podia chorar, levando em conta que o contexto nos daria razão para supor ser normal, um cão que chora, todavia não é este cão, o cão das lágrimas de outros tantos romances famosos e incomuns, como se apresenta este nosso ensaio. Este cão preferiu uivar, embora que silenciosamente, pois sua melhor e mais atraente proeza é o riso. Pois bem, este é o cão do riso, não o cão das lágrimas.