Em breve estarei partindo. Mas não para um lugar, será para uma nova fase. Desde sempre, mudei a forma como interpreto e conto histórias, e acho que por um tempo a minha fórmula acabou caindo numa zona de conforto, em que eu poderia me acostumar a ser duas pessoas diferentes: Uma delas é o escritor confiante, a qual sempre se dedica ao seu trabalho independente se o resultado sairá bom ou ruim. E a outra parte é o cara normal, fora das telas ou da arte, aquele que ainda está escrevendo a sua própria história. Este ano haverá grandes mudanças, das quais me mudarão para sempre, e talvez isso afete quem eu sou, e o que eu faço. Talvez sejam poucos os que podem chegar a ler, mas eu gostaria de deixar este lembrete, especialmente para mim. Espero que independente do futuro que esta chegando, que ele simbolize um novo recomeço e que eu possa enfim achar um equilíbrio entre a minha paixão por contar histórias e a minha aceitação própria em meio a um mundo de incertezas.