Eu não queria voltar. Eu preferia que a chuva levasse minha pele embora a ter que encarar aquela porta de novo. Na noite anterior, o estresse do meu pai tinha se transformado em gritos que ainda ecoavam nos meus ouvidos. Minha mãe? Ela apenas fingia que não ouvia, limpando a mesa enquanto eu tentava não ocupar espaço demais.
Apanhar da chuva era melhor do que apanhar dentro de casa.
Caminhei sem rumo até que meus pés me levaram, por puro instinto, até a calçada dos Almeida. Eu estava encolhido, tremendo, tentando esconder o corte no lábio e o roxo que já subia no meu olho. Eu me sentia um lixo, um estorvo que ninguém queria por perto.
Então, a porta se abriu...
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