"— O não veio hoje?
— Veio. Mas ele foi na sala de espécimes, olhar alguns… espécimes. — franziu o cenho enquanto dizia o óbvio. — Disse que precisava ver uma planta carnívora.
— Entendi — suspirei enquanto cruzava os braços sob o peito. — A Diretora Drusilla, pelo jeito, está de bom humor hoje.
— Não brinca — Seren riu, tapando a boca com a mão para que Drusilla, observando os alunos do outro lado do corredor, não percebesse que estávamos falando dela. — Essa velha, daqui a pouco, cai dura nesse chão. Já viu os cabelos dela?
— Que coisa feia, vocês. — Alisson surgiu repentinamente, fazendo o meu coração, o dele e o de todos os estudantes desse colégio – incluindo a Diretora – saltasse uma batida. — Falando mal dos outros.
— Credo, Alis. — fiz uma careta. — Você assustou todo mundo.
— Maldito sistema familiar… — resmungou baixo, passando a mão pelos fios do cabelo. — A planta carnívora me mordeu.
Alisson exibiu a mão. Marca de mordida e resto de sangue ainda grudado na pele. Aparentemente, ele havia limpado o sangramento antes de aparecer.
— Sua querida plantinha te mordeu? — Seren zombou, balançando a cabeça. — Bem feito, ninguém mandou nos abandonar.
— Deixa de ser criança, Seren — a mão grudenta de sangue de Alisson voou contra a cabeça de Seren, bagunçando seu cabelo. — Souberam do irmão novo?
— Outro? — revirei os olhos. — Drusilla não cansa de trazer mais irmãos pra gente? Temos mais de trezentos.
— É evidente que não. — Seren disse, virando a cabeça na direção da bruxa. — Ele acha que quanto mais, melhor"