Salve, salve galera, como cês tão?
Feliz Ano Novo. Mas feliz de verdade, não aquele “feliz ano novo” automático, jogado no grupo da família junto com gif pixelado. Feliz do tipo que começa torto, tropeça em janeiro, se perde em fevereiro, quase desiste em março e mesmo assim insiste. Feliz com cicatriz, com história, com bagunça. Feliz porque continuar já é um ato revolucionário.
Que o nosso 2026 chegue sem pedir licença, mas com educação suficiente pra não quebrar tudo. Que ele traga coragem pra cortar o que dói, paciência pra aguentar o que fica e lucidez pra perceber a diferença. Que você erre menos tentando agradar e mais tentando ser você. Errar tentando viver é aceitável. Errar tentando caber é desperdício.
Que o tempo passe um pouco mais devagar nos dias bons e rápido nos ruins, porque ninguém merece sofrer em câmera lenta. Que as segundas-feiras sejam menos cruéis e os domingos menos melancólicos. Que você durma melhor, ria mais alto, desligue o celular sem culpa e aprenda a dizer “não” sem justificar com um TCC emocional.
Que o amor apareça. E se não aparecer, que a paz chegue no lugar. Amor é incrível, mas paz sustenta. Que as pessoas que ficarem saibam ficar direito. Que as que forem embora levem só o que é delas e não deixem bagunça no peito. E se deixarem, que você aprenda a limpar sem pressa, sem ódio, sem se perder.
Que seus sonhos não sejam só grandes, mas possíveis. E que você pare de achar pequeno tudo o que não impressiona os outros.
Vida boa não precisa de plateia. Precisa de sentido. Que você faça planos, sim, mas que saiba rasgá-los sem drama quando a vida puxar pra outro caminho. Flexibilidade é maturidade disfarçada.
Que o dinheiro ajude, mas não mande. Que o trabalho dignifique, mas não engula. Que o sucesso chegue, mas não te transforme num chato insuportável. Que você cresça sem esquecer quem te segurou quando você era só dúvida e esperança mal organizada.
Continuação abaixo....