Pidokka

O inferno não é um lugar. É o hábito de fugir de si mesmo.
          	
          	Toda prisão precisa de grades. A pior delas é invisível.

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Existe um território dentro da gente, e nele vivem seres, sejam reais ou fictícios. Quando observamos, estamos cultuando eles. E quando escrevemos suas histórias e postamos, estamos jogando nosso culto á cultura.
          
          
          Parte de nossa alma esta em meio ao coletivo agora.

Pidokka

Uma casa não é um lar. É apenas concreto, madeira e tijolos. Ela só se torna "lar" quando projetamos nela pertencimento, memória e afeto. Uma igreja só é sagrada porque projetamos sacralidade sobre ela. A matéria recebe significado da mente.
          
          Essa projeção não para nos objetos. Seu nome, sua profissão, sua autoestima e a imagem que faz das outras pessoas também são construções. Grande parte da realidade que vivemos não está na matéria, mas no significado que atribuímos a ela.

Pidokka

@ SenhorTorres  honrado com sua contribuição.
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SenhorTorres

@Pidokka  Uma excelente noite meu caro!
            E uma excelente reflexão também, penso que boa parte dos significados que encontramos no inanimado é produto do reflexo de nós mesmos que vemos refletindo na matéria, uma casa pode ser lar por vários motivos, isso depende do que buscamos ou consideramos um lar.
            Enfim, uma excelente reflexão, meu caro!
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Pidokka

Eu gosto de escrever, mas tambem enrolo pra começar. E enquanto estou escrevendo me passam assuntos aleatórios pela cabeça que me faz ir la pesquisar sobre essas coisas que nao tem nada haver com a tarefa.
          
          E nisso, sem perceber uma culpa vai se instalando em mim.
          
          Pra resolver isso experimentei uma tal técnica pomodoro. 
          
          Bem... ela funciona assim: voce aperta um timer de 20 minutos focados no trabalho e quando esse tempo esgota, o alarme dispara, vc tem 5 minutos pra relaxar pensando na morte da bezerra e depois reinicia tudo denovo.
          
          Foi muito positivo o resultado. É incrível como as tarefas que fugimos demanda bem menos energia do que imaginávamos.
          
          Aos distraídos aconselho tentar esse formato.

Pidokka

Uma vez vi um vídeo de um monge dizendo que a primeira tarefa que ele dá aos curiosos da meditação é que fiquem imóveis e prestem atenção na respiração por 30 segundos. 
          
          Isso mesmo, só 30 segundos.
          
          Como era uma tarefa simples resolvi aceitar o desafio. Ajeitei uma almofada, cruzei as pernas e iniciei. Não deu 8 segundos e eu já tava pensando na morte da bezerra; lembrava de um copo que deixei sujo em cima da pia, uma conta que tinha que pagar, um cachorro que tive e morreu.
          
          Manter a atenção na respiração era mais difícil que imaginava.
          Busquei orientação e achei no um grupo no facebook onde tinha um monge que tirava duvidas dos aventureiros da mente.
          
          Expliquei a ele da minha dificuldade de meditar, e ele abriu minha mente com a resposta.
          
          Ele disse que minha meditação foi perfeita, não tinha nada errado, pois perceber a dificuldade de focar ainda é meditar, é avançar.
          
          Inclusive eles chamavam essa inquietação de “mente do macaco”
          
          Então continuei minhas sessões.
          
          Voltei a prestar atenção na respiração, mas os pensamentos continuavam a vir sem pedir licença, porém agora foi diferente, pois assim que os percebia eu voltava meu foco a respiração, de novo e de novo.
          
          E a medida que voltava, a mente do macaco ia perdendo força e os pensamentos desacelerando; e por passarem mais divagar eu conseguia observá-los melhor.
          Eles passavam tão lento, que deixavam de ser pensamentos superficiais e se tornavam pequenos sonhos.
          
          Aos poucos fui esquecendo inclusive onde eu estava. As vezes ficava com medo de uma cobra me picar enquanto estava de olhos fechados, mas lembrava que estava no meu quarto e voltava a tranquilidade.
          
          Nesse dia fui tão fundo que esqueci quem eu era, e no silencio que a mente alcançou encontrei uma paz sem perceber. Uma paz indescritível. Porem assim que a notei, achei tão incrível que quis entender em como cheguei ali. E ao tentar entende-la a mente do macaco acordou, e a paz se foi.
          
          Essas foram minha primeira experiências com meditação.

Pidokka

Depois que meu filho nasceu, a casa ficou um caos e por isso nao tive mais tempo pra meditar.
          
          Hoje, cruzei as pernas e retomei o hábito.
          
          E aprendi que mesmo que a barulheira da casa me desconcentre da meditação, basta retomar o foco assim que perceber. E denovo e denovo...

Pidokka

@vsouzafreire voce sabe na pele como a rotina vira uma bagunça, mas é muito bom.
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vsouzafreire

@Pidokka boa sorte! Depois que os meus nasceram nunca mais consegui 
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