Depois de sofrer com a abertura da Caixa de Pandora, finalmente posso me autocoroar com os louros da vitória. Castrei a Scarlet, a gata com síndrome de madame classuda francesa (o nome não é por acaso); afinal, você olha e lá está ela, soberana, em suas patinhas cruzadas e olhar de soslaio julgando a sua alma de plebeu tal qual uma dama vitoriana de sangue azul. Tivemos noites de pura sina, regadas a óperas noturnas para chamar machos, caos de xixi pela casa inteira, sobretudo, nos lugares mais inóspitos como a tela do meu celular e a minha cara. Minha filha era o Memoespírito do Assanho Eterno — a própria encarnação do Priquito de Ferro em formas felinas e debochadas. Sinto o ódio felino ferver naquele olhar de lua cheia toda vez que me aproximo. Vejamos, pois, como se escreverão as histórias dos próximos capítulos...