capítulo 9
Eles lutaram na torre central sob chuva artificial.
Golpes doíam mais pela intenção que pela força.
Cada ataque vinha carregado de palavras não ditas.
Ambos sangravam, por dentro e por fora.
capítulo 10
Caio teve a chance de vencê-la.
Mas viu o medo nos olhos dela.
O mesmo medo que ele sentia desde criança.
E hesitou.
capítulo 11
O núcleo entrou em colapso.
Ana decidiu ficar para conter a explosão.
Caio gritou, implorou, quebrou por dentro.
Ela pediu que ele vivesse.
capítulo 12
Ele voltou, mesmo assim.
Juntos, reescreveram o sistema aos pedaços.
A dor era insuportável, o tempo curto.
O mundo não esperava por finais felizes.
capítulo 13
Ana caiu antes de ver o fim.
Caio a segurou, sentindo o calor desaparecer.
A cidade foi salva num silêncio pesado.
Vitórias também podem machucar.
capítulo 14
Neo-Lume acordou diferente.
Sem vozes, sem controle, sem mentiras.
As pessoas comemoraram sem saber o preço.
Caio carregava o peso sozinho.
capítulo 15
Dias depois, Ana acordou num quarto branco.
Fraca, viva, humana.
Caio chorou como quem sobreviveu ao fim do mundo.
Eles não precisaram dizer nada.
capítulo 16
Meses depois, a cidade parecia menor.
Caio e Ana caminhavam entre pessoas livres.
Não eram heróis, nem vilões.
Apenas dois sobreviventes que mudaram tudo.