galaxydourada
Alguém aqui ainda espera ler algo desse perfil? Sinto falta daqui, mas tenho a sensação de que ninguém leria nada aqui... ou que escreveria para o nada, falaria sozinha. Sei lá, é só uma insegurança boba. Talvez por eu ser muito inconsistente, sumir o tempo todo e abandonar projetos incríveis.
Eu tentei, Deus sabe o quanto tentei finalizar tudo.
Mas infelizmente foge de mim, algumas histórias simplesmente travaram no tempo junto comigo; sentada numa sala vazia onde o eco sussurra minha melancolia. Não pensem que me entreguei profundamente à depressão, minha vida aqui fora tem sido extraordinária mesmo diante das diversidades. Ainda sim, o bloqueio criativo anda sob meus ombros como um espírito obsessor. Me dói as costas, me suga a alma. Contudo, estou tentando todos os dias. Rasuro estrofes, escrevo palavras erradas e testo rimas péssimas em poemas fajutos. Não me reconheço como antes, mas juro, estou tentando. Pois no meio desse meu drama de poeta amadora, há um homem charmoso de olhos bondosos que está sempre me dizendo para manter a calma. Então, nos últimos dias escrevi sobre ele e esse sentimento de ser retirado do limbo. E tem funcionado, as palavras estão soltas novamente. Estou com medo, penso em desistir sem nem ter começado. Mas bem, meu amor me ensinou, com sua fé inabalável de um fã de carteirinha do Naruto, que a perseverança é sempre a única resposta.
Agora eu pergunto novamente: há alguém aqui disposto a me ouvir?
narrandoilusoes
Talvez isso seja só uma reflexão de alguém de fora, então não quero que soe como uma cobrança ou como se eu estivesse dizendo que você deveria escrever, porque acho que só você pode saber o que precisa neste momento. Mas fiquei pensando nessa parte sobre escrever e não ter ninguém para ler. Será que isso, por si só, é uma razão para não escrever? É doloroso e solitário escrever sem saber se haverá alguém do outro lado para ler. Dá mesmo a sensação de estar falando sozinha (sinto isso todos os dias e enfrento crises de confiança em mim mesma, contra as quais luto para não desistir). Por isso, penso que, às vezes, a escrita não precisa ser um ato de escrever para alguém ouvir (ou ler). Às vezes, ela pode ser um jeito de a gente finalmente conseguir se ouvir. Desembaralhar aquilo que está embaralhado dentro da gente. Sabe? Dar nome a coisas que ainda não sabemos nomear (ou tentar!). E, às vezes, sem nem perceber, colocamos em um personagem uma dor, um medo, uma dúvida, uma ausência ou uma saudade que também existe em nós: uma coisa que estava ferida há tanto tempo que sequer havíamos percebido. E, a partir daí, corremos atrás de respostas. Você não precisa terminar tudo agora. Há histórias que precisam existir só enquanto a pessoa que as escreveu tenta se reencontrar. Escrever “para o nada” pode não ser exatamente escrever para o nada. Pode ser escrever para aquela versão de você que ainda está tentando entender o que sente e deixar uma pequena luz acesa para quando voltar. Então, se em algum momento as palavras voltarem a você, espero que não pense primeiro em quem vai lê-las; escreva porque alguma coisa dentro de você quer sair. ( ◜‿◝ )♥️
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