Parte 3:
Bryn ganhou um novo nome, Valanthe, e as tatuagens características de seu povo foram gravadas no rosto, Enna citando orações e mantras à medida que as tatuagens eram fixadas no rosto de Valanthe.
No dia seguinte, os orcs estavam se despedindo dos elfos, mas não deixaram de fazer um convite para Valanthe se juntar a eles, se quisesse. Enna ouviu isso, mas falou apenas quando os orcs estavam com quase tudo pronto para partir.
Enna se aproximou de Valanthe, se sentando ao lado da filha, falando com a voz cheia de sabedoria e gentileza.
— Se deseja ir com eles, deve ir. Nós viajamos por muito tempo, Valanthe, vamos fazer deste lugar onde estamos nossa morada, nossa casa. Todavia, você deve escolher seu caminho sozinha. Sabe o que suas tatuagens significam, não sabe?
— Proteção, sabedoria e felicidade.
— Isso mesmo.
Enna vira-se para Valanthe, tocando as tatuagens à medida que fala.
— Na testa, uma para sua proteção e para que você tenha sabedoria ao fazer suas escolhas. Nas bochechas, o que eu e todas essas pessoas aqui desejam para você. Felicidade, amor. Mas tem algo mais importante que todas essas tatuagens, Valanthe. Você, suas vontades e seus anseios. E você deve seguir eles, deve seguir o caminho que você deseja trilhar.
— Mas, aqui é minha casa. Com vocês.
— E estaremos aqui se você desejar voltar, lhe esperando. Não sairemos daqui, Valanthe.
A de longos cabelos negros apenas olhou para Enna, os olhos marejados, e logo um abraço estava aquecendo o corpo delas.