Querida autora,
Hoje fazem exatas duas semanas desde que voltei a esta plataforma com o coração de escritora pulsando novamente, depois de quase seis anos de silêncio criativo. E, nesse retorno, me vi diante da minha biblioteca de leituras como quem reencontra antigos retratos empoeirados, e lá estava a capa de Yamp.
Ah… que saudade me invadiu.
Lembro de como a sua história me acolhia nos dias mais nublados, de como suas palavras tinham esse dom raro de silenciar o caos e acalmar a alma. Sua escrita sempre me pareceu um refúgio: poética, intensa, honesta. Era mais do que uma leitura, era quase um abraço.
Hoje, tentando reler a obra, vi que ela não está mais disponível. E me lembrei, com um aperto doce, de quando você anunciou a pausa. Eu estava lá, e lembro que comentei que tudo bem, que estaríamos aqui quando você voltasse. E estou.
Não sei o que a levou a tirar a obra do ar, e talvez eu jamais saiba. Mas queria, com toda a gentileza que cabe nestas palavras, que você soubesse: o que você escreveu foi lindo.
Pode parecer pequeno aos olhos de alguns, mas para quem escreve e lê com o coração, isso não é só um passatempo. Às vezes, é o que nos mantém de pé. Para mim, a escrita e a leitura foram salvação, e hoje, também tenho minha própria história publicada aqui.
Escrevo esta mensagem com carinho, sem nenhuma cobrança. Apenas com gratidão. Porque o que você criou vive em nós, leitores. E mesmo que os capítulos tenham cessado, o que eles nos fizeram sentir continua aqui, intacto.
Um beijo mais do que especial para a minha escritora favorita da internet. E, se algum dia você sentir vontade de voltar, saiba que tem quem ainda te espere com o mesmo carinho de antes.
Com afeto,
uma leitora que nunca esqueceu.