hippie.
Durante o trajeto fiquei pensando tanto no olhar do Thiago e quando ele pegou na minha mão, que não conseguia ouvir o que eles estavam conversando, estava distraída demais para prestar atenção no caminho também, até perceber onde estávamos.
De repente, as meninas se calaram.
– Aqui é a festa? – eu fui a primeira a conseguir abrir a boca.
– É! Todos os anos fazemos essa festa aqui.
– Mas isso não é ilegal? – Luna soava, claramente, com medo.
– Pode até ser, mas ninguém nunca foi pego. – explicou o Thiago, descendo do carro.
– Vamos lá então! – eu fui a primeira das meninas a descer e, obviamente, tropeçar em alguma coisa, fazendo um escândalo e gritando. – Ai, eu tô pisando em gente morta, perdão, socorro!!!
O Thiago me puxou pelo braço, enquanto toda a galera que estava na entrada da festa, começou a nos olhar.
– Tinha que ser quem? – a Ana perguntou rindo, já fora do carro.
– Ah, gente, vai dizer que cês não tão com medo? Pelo amor de Deus! Ainda tem esse boy aqui do lado pra desconcentrar, assim não tá dando. De boa. Sério. Muito sério.
– Vem, sua louca! Ainda nem bebeu e já tá assim. – a Ana afastou o Thiago, grudou no meu braço e fomos entrando, já recepcionados com um copo gigante de sex on the beach que, por coincidência, era meu drink favorito.
Saímos andando pelo lugar – muito quietas e cuidadosamente, porque não queríamos acordar nenhum morto ou ser das trevas, a não ser que fosse Damon Salvatori, óbvio – que estava todo iluminado, mas não uma luz de lâmpadas brancas, uma luz baixa, no que pareciam ser velas dentro de copinhos brancos, o que não chamaria a atenção de quem estivesse do lado de fora. A vista do lugar era incrível, dava para ver toda a cidade dali de cima.
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