Capítulo 36

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(Amores, nesse capítulo teremos uma cena de violência, então caso alguém não se sinta confortável em ler, é só pular. Avisarei com "***". Boa leitura!)



- Você enlouqueceu? - Milah pragueja, franzindo o cenho e balançando as mãos, passando uma imagem não muito respeitosa, visto que chacoalha pelo caminho irregular que a carruagem faz. Seguro o riso e pigarreio, repassando todo meu plano na mente. É perfeito. Quase infalível. - Não podemos simplesmente ajudá-la a fugir de casa. - reviro os olhos. 

- Mas precisamos. Ou você que ver Emma sofrendo pelo resto da vida? - minha esposa engole seco e olha para seus joelhos cobertos pelo vestido. - Não temos muito tempo, Swan pode aparecer morta há cada segundo que passa. Não devemos arriscar. - a morena cruza os braços.

- Então prefere ser perseguido por Bealfire, ou pior, Rumple e resgatá-la já, usando um plano que pode dar muito errado do que sentar e traçar algo mais lógico para ter certeza de que não falharemos? - levanto a sobrancelha esquerda. 

- Sim, prefiro. - ela bufa e encosta-se no banco. - Recuso-me a deixá-la mais um dia com aquele homem. Amanhã vamos e levaremos Emma para casa. 

- Não sei se lembra, porém ela é orgulhosa. Sabe que existe a possibilidade dela recusar nossa ajuda, né? - suspiro e passo a mão pelos cabelos.

- Claro que sei. E é por isso que você irá comigo, Swan dá mais ouvidos à você do que à mim. - Milah para por um tempo, mas, por fim, balança a cabeça e faz um bico, concordando com meu argumento. 

- Bom ponto. - diz enquanto começa a mexer em nossas capas, que estão ao seu lado no estofamento. 

- O que houve? - ela tira do monte um tecido novo, que não pertence à nenhum de nós dois. - De quem é isso? - depois de um bom tempo com uma feição confusa, minha esposa arregala os olhos e abre a boca, encarando-me logo em seguida. 

- Querido, me parece que voltaremos para a cidade vinte e quatro horas antes. - cerro as pálpebras e a morena aproxima o agasalho de mim. - Isso, meu caro, é de Emma. 






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Respiro fundo e dou três batidas na porta na casa do filho de Gold, estranhando o eco que fazia, como se a residência tivesse uma grande profundidade. Milah segura a capa de Swan com força, batendo os pés de tamanha ansiedade. Sei o que ela está pensando. Depois de termos certeza do que eu já suspeitava, rezar pela sanidade de Bea e pela vida de Emma tornou-se automático. 

- Diabo, por que demora tanto? - a mulher ao meu lado solta, começando a arrancar sangue do lábio inferior com os dentes. - Ninguém leva esse tempo todo para abrir uma porta. A não ser que... - ela olha pra mim de forma sugestiva e meu rosto se retorce de nojo com a imagem que minha mente acabou de criar. Fecho os olhos e balanço a cabeça, aproximando-me da madeira e encostando o ouvido na mesma. Nada. Encaro minha esposa com receio e lábios franzidos, esperando que ela não esteja certa. E, de repente, um grunhido. Mas não um qualquer. - Jesus, eu estava brincando, será que... - interrompo sua frase com um sussurro gritado. 

Destino Infeliz [CONCLUÍDA]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora