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Fui a primeira a acorda. Fiquei sentada na cama pensando em tudo que aconteceu ontem. A vista era tão linda, as ondas do mar me fazia sentir mais tranquila.
Levantei e fui direto pro banheiro. Parei em frente ao espelho e fiquei me olhando, estava mais pálida que o normal, parecia que eu não dormia a dias.
Percebi que não estava tendo mais pesadelos depois que meus avós me deram aquele colar. Falando nisso cadê ele?. Olhei pra baixo quando vi ele no canto da pia - droga, esqueci de colocar ele ontem quando fui sair. Resmunguei baixo pra não acordar as meninas.
Então foi por isso que eu tive aquele ataque nervoso? Foi por que eu não estava usando ele?...
Saí do banheiro e coloquei um short jeans e um blusão e amarrei um casaco na cintura.
- quem está acordada essas horas da manhã?. Levantou Emma com uma voz rouca.
- tenho que cumprir meu último dia de detenção. Falei baixo pra não acorda Suzana. - mas hoje é sábado, dia de descanso. Falou sem entender.
- parece que a professora tem pressa pra ver o campo limpo. - Falei desanimada. - boa sorte pra você, vou voltar a dormir. - Falou cobrindo a cabeça com o travesseiro.
(...)
Cheguei no campo e vi Liam catando algumas folhas. Por que ele não me esperou pra começar? Que garoto difícil.
- por que não me esperou pra começarmos juntos? - Falei com um tom de decepção.
- não é óbvio? Falou revirando os olhos e estalando a língua. - pra mim não. O que ele quer dizer com isso?
- você sempre está atrasada, então não vou esperar o tempo todo por você.
Por que eu sentia que aquela frase tinha duplo sentido?
A tensão do ambiente me deixava extremamente desconfortável. Queria conversar com ele mas tinha medo dele me ignorar. E eu odeio ser ignorada. Quero muito falar sobre ontem com ele, pós não tinha ninguém pra desabafar e sentia que podia confiar em Liam, algo nele fazia eu me sentir segura.
- Liam... Falei meia insegura; Ele estava de cabeça baixa pegando as sacolas do chão quando rapidamente olha em direção a mim fazendo eu sentir borboletas na barriga.
- diz. - Fala friamente.
sentei na arquibancada que tinha em frente ao campo. Bato minha mão de leve no banco para que ele se sente ao meu lado. Ele sentou e foi aí que senti que tinha que falar tudo que estava acontecendo comigo.
- sabe ontem? Na hora que eu te vi e você foi embora; Olhei para ele que já estava me encarando com um olhar frio me fazendo recuar com a cabeça.
- na hora que você foi embora eu fui te procurar, mas não te achei, mas Abigail me achou. Ela veio com uns assuntos estranhos falando que eu queria roubar o posto dela e me segurou pelo braço, mas eu fiquei tão nervosa que empurrei ela na parede e comecei apertar ela. E ela começou pedir pra eu solta-la e ficou falando que meus olhos...
- o que tem seus olhos? - Perguntou confuso.
- e-ela falou que eles estavam preto. Falei gaguejando, fiquei com medo do que ele pensasse sobre mim, se me achasse louca aberração ou algo do tipo.
- Lucy.
-Por favor diga mais alguma coisa. Falei extremamente insegura.
- ei. - Ele falou chamando minha atenção pra ele, eu estava tão insegura e envergonhada que não consegui levantar minha cabeça. Ele pegou no meu rosto e levantou me fazendo olhar pra ele. Colocou uma mexa de cabelo que estava em meu rosto atrás da minha orelha me fazendo corar.
- eu acredito em você.
Aquelas palavras me deixaram tão seguras que logo sem me importar puxo para um abraço, ele parece se assustar no início, mas depois me abraça na mesma intensidade.
- preciso te fazer uma pergunta. - Ele diz saindo dos meus braços.
- isso já tinha acontecido com você antes? Ou só foi ontem? - Perguntou parecendo que estava tentando desvendar algum mistério.
- aconteceu isso uma vez quando eu era criança, estava brincando com meu melhor amigo quando ele começa a me provocar e quando vi já estava em cima dele tentando fazer-lo parar. Foi quando meus avós chegaram lá e me tiraram de cima dele contra minha vontade, foi quando eles viram meus olhos pretos. A partir desse dia eles começaram a me dá calmante para nunca mais acontecer isso. Mas quando entrei na escola eles me deram um colar e disse que esse colar iria me proteger do mau. E só hoje de manhã que percebi que ontem saí pra festa sem ele.
- caramba Lucy. - Ele me olhou surpreso.
- eu não sei o que fazer Liam, eu estou perdida, meus avós só jogaram a bomba em cima de mim e foram embora.
- como assim bomba? - Arquiou uma sobrancelha.
- esqueci de falar. Eles também falaram sobre eu ser o anjo mais forte que eles já conheceram, que uma hora eu iria descobrir o porque eles me mantiam presa em casa e o porque eu não podia ir pra escola antes.
- você nunca foi a uma escola? - Perguntou surpreso. - achei que todo mundo já soubesse disso. - Falo meio sem graça.
- eu não sou todo mundo, e aliás, você é bem mais inteligente do que outros alunos que estudam desde dos 11 anos. - Falou como se estivesse orgulhoso de mim.
- eu estudava em casa com meus avós. Eles me ensinaram a lutar com espadas, mas nunca fui boa nisso, meu talento é com arco flecha. - Falo meia receosa.
- olha, a gente pode ir até a biblioteca pesquisar se isso já aconteceu com alguém ou o que significa seus olhos ficarem pretos. Disse empolgado.
- ótima idéia Liam. - Levanto e puxo ele comigo.
(...)
Era minha primeira vez na biblioteca, era grande e calma, tinha várias prateleiras enormes de livros.
- vem comigo. - Liam me puxa até a penúltima prateleira.
- achei um livro aqui que fala mais ou menos sobre esse assunto; Ele parecia tão envolvido com minha história e é uma sensação tão boa de ver alguém que não seja Dean e meus avós se preocupando comigo.
Ele puxa uma cadeira pra me sentar ao lado dele na mesa que tinha. Empurra o livro até mim.
Começo a lê e me surpreendo, aqui diz:
A face de um demônio furioso é a última coisa que você vá querer ver, eles não são pacíficos e muito menos calmos. Quando irritados eles esbajam um rosto demoníaco criando cicatrizes de baixo de seus olhos, seus olhos ficam pretos e a sensação de morte invade sua alma.
- Liam aqui diz que só os demô... Paro de falar quando vejo ele me olhando. O olhar dele era tão intenso, ele me fazia sentir um embrulho no estômago. A maneira que ele me olhava fazia eu perder todos os sentidos. Ele levantou sua mão colocando lentamente no no meu rosto. Sua mão era fria me causando arrepios. Ele desceu sua mão até meu pescoço me fazendo fechar os olhos.
- o que você estava dizendo? - Falou me fazendo despertar de uma transe.
- e-eu disse que... So os demônios... Ficavam com olhos pretos quando eram irritados. Indaguei ainda ofegante com seu toque.
- estranho! - Falou se levantando da mesa rapidamente.
- preciso ir Lucy, mas vou pesquisar mais a fundo e te digo quando eu achar algo. Falou meio apressado.
O que tinha rolado aqui?
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Anjos e Demônios
Teen FictionQual seria sua reação se descobrisse que você é a chave para quebrar uma guerra entre dois mundos? Em um mundo onde existe anjos e Demônios Lucy clarke, uma menina de 17 anos nasceu anjo predestinada a salvar os humanos assim como os outros. Ela vai...
