despite being a fucker, she is mine

13K 880 422
                                        

Olho para os lados procurando minha namorada e não a vejo, pergunto Kio onde ela está e ele aponta pra cozinha e vou atrás da minha namorada e me deparo com uma cena que me deu vontade de matar alguém

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Olho para os lados procurando minha namorada e não a vejo, pergunto Kio onde ela está e ele aponta pra cozinha e vou atrás da minha namorada e me deparo com uma cena que me deu vontade de matar alguém.

Eu não pensei. Não vi as luzes, nem a árvore de Natal, nem a família reunida. Eu vi apenas o braço dele, a mão dele, e a expressão de desconforto no rosto de S/a. Eu não estava apenas com raiva dele; eu estava com raiva de mim mesmo por ter tentado ser calmo a semana toda.

O desgraçado não a soltou. Em vez disso, ele apertou S/n um pouco mais forte, como se fosse para me desafiar. Foi o suficiente. Aquele gesto final quebrou a fina camada de autocontrole que eu havia construído.
O golpe foi instintivo. Não foi um soco, mas um empurrão brutal no peito dele. Eu não queria machucá-lo, eu só precisava que ele ficasse longe dela. Mas eu já não respondia por mim mais.

Apesar dos garotos terem me tirado de cima dele, vejo que fiz um bom trabalho ao ver seu rosto sangrando. A fúria pulsava em meu sangue, minha visão embaçava eu só queria matar ele com minhas próprias mãos. O ódio me domina por completo e não há nada que me faça parar.

Bryce me puxa pelo braço junto de Blake e Josh, eles me levam pro lado de fora pra que ninguém me veja e não fiquem preocupados, minha família, a família dos meninos, o resto da galera...todos reunidos. Assim que saio pra fora vejo uma mesa e a mando longe distribuindo murros para descontar toda a raiva.

JoshR- Jaden você vai se machucar porra!- ele grita.

Jaden- Eu já estou machucado porra, estou todo fodido!— grito de volta e saio dali indo em direção ao meu carro.

A raiva evaporou tão rápido quanto surgiu, deixando para trás um vazio gélido e paralisante. Eu não era um protetor. Eu era um lunático. Eu tinha transformado o Natal da minha namorada em uma cena de agressão. O demônio havia vencido.

Deixei para trás as luzes de Natal, a música festiva e a única pessoa que eu amava, com o som do meu próprio ciúme ainda gritando nos meus ouvidos. Eu continuei correndo, para o meu carro, para o frio, para a escuridão.

Ligo as chaves e vou dirigindo pra um lugar afastado, nunca soube controlar minha raiva mas juro que essa é a fase da minha vida que mais tento, mas é quando estou sendo mais testado.

Compro uma cerveja numa venda na beira da estrada, caminho de volta para o carro e o céu estrelado chama minha atenção. Me jogo no gramado, exausto.

Sou um cara, muito fodido mesmo. Mas nada vai me impedir de proteger a minha namorada. E ninguém mais vai tocar nela do jeito que aquele desgraçado tocou, e eu ainda vou atrás daquele filha da puta. O que mais me intriga era que eu não o conhecia, muito menos os garotos. Que maldade do caralho é essa.

E todos os que estavam lá eram conhecidos, não sei como, mas vou ir atrás disso e descobrir essa palhaçada. Termino minha garrafa de cerveja e pego um maço de cigarro dentro do bolso da minha calça, acendo e começo a tragar. Me levanto do chão e vou até o carro dirigindo de volta pra sway.

E assim me lembro que deixei minha família e meus amigos em plena ceia de natal, olho as horas no meu celular e vejo que passa das 2:00 da manhã. Esfrego as mãos em meu rosto e apenas dirijo, nessa altura, não há nada que eu possa fazer.

Eu girei o volante e comecei a voltar para a cidade. Eu tinha que voltar para o nosso apartamento. Não para me desculpar, as desculpas não significavam mais nada. Mas para fazer o que era inevitável. Eu não podia mais arrastá-la para esse inferno.

Enquanto eu dirigia na estrada escura, a paisagem borrada pelas luzes que passavam, o carro de repente ficou pesado. Não era o peso do meu corpo, mas o peso da lembrança que eu tentei enterrar por mais de um ano.

| Flashback: Dois anos antes, Noite de Outono |

Amy- Querido, é melhor você ficar aqui! Não vá pra lugar algum.— diz tentando me convencer.

Jaden- Preciso de um tempo sozinho mãe, é bom que vocês se livram de mim pelo menos por um tempo.— digo e saio de lá indo pro meu carro.

Eu tinha ligado para um contato antigo. A voz na minha cabeça gritava, mas o pó branco prometia silêncio. Isso era tudo o que eu queria naquele momento, sabendo que não podia.

Eu me inclinei sobre a mesa de centro. O cheiro químico era agressivo, mas a promessa de anular a dor era mais forte.

— Só uma vez.— eu tinha murmurado para mim mesmo.— só para apagar isso.

Os minutos seguintes foram um borrão vertiginoso. O coração acelerou, o som ficou distante, e a raiva se transformou em uma euforia falsa e assustadora. Eu me senti invencível, sem dor.

Lágrimas brotam em meus olhos e sorrio entortando meu pescoço, faço isso diversas vezes não me importando com mais nada.  Eu estava cansado de toda essa merda e pra mim não fazia diferença se eu morresse com aquela porra, quando eu percebi eu já estava em um bar bebendo várias enquanto fumava um maço inteiro de cigarro.

O local começou a ficar apertado e eu comecei a suar, passei minhas mãos pelo meu cabelo tentando sair dali e senti meu corpo enfraquecendo. O coração não estava apenas batendo; estava martelando, erraticamente, como um tambor desesperado tentando escapar do meu peito. Minhas mãos tremiam, eu não conseguia respirar?

A próxima memória era o teto branco do hospital, o zumbido das máquinas e o rosto preocupado da minha mãe. A vergonha era a única coisa mais forte do que a dor residual no meu peito.

Jaden- Onde estou?— pergunto perdido após acordar em um quarto branco.

Xxx- Olá senhor Hossler, você está no hospital porque sofreu uma overdose de cocaína.

| Flashback off

O carro guinchou levemente quando eu pisei no freio com muita força. Eu estava parado no meio da rua, a respiração pesada, as mãos agarradas ao volante. A overdose. A vergonha. A promessa solene que fiz para mim mesmo no hospital: Nunca mais usar algo para fugir de quem eu sou. Eu tinha que enfrentar a dor, não escondê-la.

Ignoro meus pensamentos saindo do carro depois de ter estacionado ele, eu estava de volta. A caminho até a entrada da sway, andando em passos lentos um pouco atordoado. Quando olho pra cima vejo o desgraçado de mais cedo e...

S/n, o que? estavam se beijando?

__________________________________
6 tudo ansioso pra saber o que roloukkk

✓ 𝐏𝐎𝐒𝐒𝐄𝐒𝐒𝐈𝐕𝐄 𝐁𝐎𝐘 ┊ ʲᵃᵈᵉⁿ ʰᵒˢˢˡᵉʳOnde histórias criam vida. Descubra agora