Liana é uma princesa perdida em um naufrágio na infância, mas o que ninguém sabe é que ela foi acolhida e cresceu numa ilha. Muito tempo depois, o príncipe Antônio descobre esse lugar e convida Liana a aventurar-se pelo mar. Ela se depara com...
Antônio: -"Ela é diferente de todas as outras garotas que já conheci..."
Mourice:-"Com certeza! Imagine só, uma curandeira que fala com animais! É algo para ser estudado."
Antônio:-"Nem pense nisso!!!" - falou severo. -"Liana será minha convidada de honra, mesmo que ela aparente ser muito diferente, ainda é uma de nós. Provavelmente, sofreu para estar aqui nesta ilha perdida, sabe se lá há quanto tempo".
Mourice:- "Meu senhor, tem razão, pobre garota, ainda bem que vamos ajuda-la".- Fala sentindo compaixão.
Antônio:-" Se bem que ela não parece desprotegida, vive muito bem nesta ilha".- diz irônico e bem humorado.
Mourice:-"Ora, disso não tenho dúvidas, não é todo mundo que tem habilidade de falar com crocodilos".
Nesse momento, Liane chega com sua macaquinha Tika, e o Panda vermelho Sagi. Os dois homens se aproximam para observar a interação extraordinária.
Antônio:-"São lindos, essa ilha deve ser mesmo enorme para abrigar animais como esses".
Liana: -"Eles concordaram em ir comigo. Sagi não quer me deixar desprotegida, e Tika quer ver se lá tem frutas diferentes daqui".
Sagi:-"Queremos você bem e segura".- abana o rabinho e olha para Liane.
Liana:-"Sei disso"- Fala sorrindo e acaricia o animal.
Antônio:-"Você realmente entende eles?"
Liana:-"Claro. E vocês não? "
Mourice:-"Tudo que conseguimos ouvir foi 'Roaf roaf' ".
Liana:-"Isso é porque eu passo mais tempo na floresta do que vocês".
Antônio:-"Ponto para ela Mourice"-Falou o príncipe feliz com o momento extraordinário.
Então, Liana olhou para ilha se despedindo. Se abaixou e pegou em suas mãos alguns grãos de areia, que deslizavam entre seus dedos. "Essa é a terra que nunca irei esquecer, nasci do mar e fui beijada pelo vento, obrigada por tudo ilha"- ela pensou.
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Depois disso, todos foram para o barco de madeira e velas brancas. Antônio conseguia, não só admirar a natureza daquele lugar, como também a dona do mesmo. Liana sentia uma sensação familiar, mas não sabia explicar o que era exatamente. Ela não se lembrava de ter naufragado, engolira tanta água que perdeu a memória, até acordar na ilha. Então, navegar, poderia ser totalmente novo para ela, gerava um sentimento conhecido, e desconhecido ao mesmo tempo.
Antônio, percebia algo estranho na barriga, parecido com borboletas no estômago. Como não entendia isso, pediu ao Mourice pão, achando que era fome. Porém, só de estar perto de Liana, seus sentimentos voltavam, de novo e de novo.
Liana:-"Essa Perpétua é boa mesmo?"- diz interessada.
Antônio:-"Ah, sim claro! Nosso reino é muito amistoso. Tenho certeza de que você irá amar".
Liana:-"As pessoas vão gostar de Tika e Sagi?"
Antônio:-"Sei que vão, porque lá também criamos animais só que... de um jeito diferente." - Falou se aproximando de Liana.
-"Não se preocupe, você está segura comigo"- segurou nas mãos dela.
-"Eu não permitirei que machuquem você ou seus animais".- Ele olhou nos olhos dela profundamente, para que ela soubesse que falava diretamente do coração.
Imediatamente, Liana sorri tímida e feliz. Um conforto em saber que alguém se importava com sua segurança, com seus amigos da floresta... Ninguém tinha falado com ela daquele jeito. De repente , começou a se ver mais amiga daquele príncipe desconhecido. A cada dia a amizade dos dois aumentava, o príncipe falava sobre seu reino, e ela falava sobre sua floresta. Cada um encantado com as histórias do outro. Até finalmente, chegarem a enseada dos portos. O castelo estava próximo.
Liana: -" Bom dia!"- disse sorridente.
Antônio:-"Bom dia!"
"""Oonmm!!!""""
Um barulho foi feito com uma espécie de berrante antigo. Para afirmar que o príncipe de Perpétua havia chegado de suas navegações.