POV Malu
Naquele momento eu realmente não sabia o que fazer. Não sabia se gritava. Não sabia se corria. Não sabia se ficava parada boquiaberta babando (que era meio que meu estado agora). Até pensei em dar uma de maluca e sair pulando com a cueca do Louis pelo ônibus, masok.
Nenhuma das opções pareciam-me adequadas o suficiente.
Avá.
–AH SOCORRO ME TIREM DAQUI EU SOU NOVA DEMAIS PRA MORRER, TENHO UM TUMBLR PRA CUIDAR, NÃO QUERO PASSAR O RESTO DA MINHA VIDINHA NUM ÔNIBUS! – mas acho que a Mariana achou seu jeito de se expressar.
Tapei a boca dela.
–Quer que descubram agente?
–Não. Mas por favor diga que você tem uma ideia, porque as minhas acabaram! – Mari olhou suplicante pra mim.
–Claro que eu tenho uma ideia. Só ainda não pensei nela 8D
–Bitch ‘-‘
–Oh my God, did you see how that girl was screaming?
Ouvimos vozes perto. Eu reconheceria aquela voz aguda em qualquer lugar.
–Só eu escutei o Louis? – Mari olhou pra mim com os olhos arregalados.
Comecei a correr em círculos que nem uma galinha tonta COF COF quero dizer, que nem ahn... UMA GALINHA TONTA MESMO!
–SDJLSÇADJÇLSAJDKSAK AH MEU ZAYN MALIK SANTO DO TOPETE ALTO ME AJUDE ANTES QUE EU TENHA UM COLAPSO!
Marie me olhou com cara de bunda.
–Sério? Achei que você fosse mais responsável.
–Pff. Que piada.
Escutamos as vozes mais perto.
–AH SOCORRO ME ESCONDE! – coloquei a cueca de Louis na cabeça e me encolhi no chão.
–Malu O_O...
–Qual é, não sou uma das pessoas mais idealizadoras desse mundo – dei de ombros.
Escutamos as vozes ainda mais perto e uma maçaneta tentando ser aberta.
–Mari eles tão...
Não completei minha frase. A senhorita Bond me puxou pra dentro de algum lugar escuro. Pequeno...
–AH SOCORRO UM SEQUESTRADOR! – gritei.
–Shh! Sou eu sua tonta, e isso é o armarinho da cozinha!
A porta se abre e escutamos conversas.
–Ah! Eles entraram! Socorro! Espera... Aqui tem uma cozinha? – perguntei.
–Bem, é o que parece...
Mari para pra escutar os garotos e quem quer que estivesse ao lado deles.
–Oh dude, I’m hungry...
Bastou essa frase pra nós gelarmos. Tinha sido o Nini, sem dúvidas (aquele esfomeado u-ú).
[não me bata, você sabe que é verdade!]
–Você não acha que ele vai...? – Mari sussurrou. Dava pra sentir em sua voz o medo.
–Não – eu respondi num murmuro de alívio, assim que ouvi a porta da geladeira ser aberta – Agora acho que está na hora do pânico. Continuamos sem malas, comida, roupas, abrigo...
–Não, não é hora para pânico! Estamos no ônibus deles! O que poderia ser melhor? *-*
–Ver eles pelo menos seria bom – resmunguei.
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