Os poucos dias que se passaram em Avonlea até o Natal foram de uma nevasca tão intensa que parou apenas na véspera da data. E tamanho imprevisto foi o que deixaram Lorena e Marjorie tristes, afinal seus passeios foram todos cancelados pelo tempo.
Era fim da tarde quando elas terminaram de se arrumar e foram andando até a casa de Bash. Marjorie havia feito roupas para as três tão quentes que Lorena estava com as bochechas coradas, não muito diferente da senhorita Stacy.
A construção feita de pedra e com fumaça saindo do telhado entrou no campo de vista das mulheres com a noite caindo de fundo, estava tudo quieto até a porta de abrir e uma menina passar correndo por ela com um grito soando de dentro.
— Delphine!
A menor correu até às visitantes, a professora estava com um sorriso ao ver que ela tinha grudado em suas penas.
— Olá pequena. — a senhorita Stacy sorriu.
— Oi. — disse com uma voz fina típica de criança.
— Quem é essa menina linda? — Lorena se abaixou na altura da criança que ergueu os braços em sua direção, sinal de que queria colo.
A Delyon acatou o pedido da menor e se surpreendeu ao ver Gilbert passar correndo pela porta.
— Delphine! — o rapaz parou olhando para a menina que estava no colo da amiga — Lorena? Marjorie? Senhorita Stacy? Espere, são as convidadas que Bash tinha falado?
— Olá Blythe. — Lorena sorriu.
— Ora ora, bom te ver também galã. — Marjorie disse sorrindo marota — Está surpreso?
— Hã, um pouco. Vamos entrando, está muito frio para ficar aqui do lado de fora.
As três seguiram o rapaz, Delphine brincava com o botão que estava no casaco de Lorena fazendo a maior rir. A casa estava quente do lado de dentro e o cheiro de algo no forno fez o estômago de Lorena roncar baixinho abrindo-lhe o apetite.
— Ah! Aí está essa mocinha. — Bash apareceu vindo da sala — Tem que terminar de se arrumar, filha, principalmente agora que as visitas chegaram. Obrigado Lorena.
— Imagine, ela é linda. — falou balançando a criança no colo antes de passar para o pai.
— Leva jeito com crianças.
— Sempre gostei, meu sonho se não fosse ser médica era ser professora dos menores. Ensinar a alfabetização e a possibilidade das coisas que há pelo mundo. Fora que já fui babá, então ter jeito com crianças não é nada novo.
— Professora? Babá? Nunca me contou isso. — Gilbert comentou erguendo uma sobrancelha.
— Não perguntou, não vi necessidade. — deu de ombros enquanto tirava a boina e o casaco, revelando sua calça mais justa que o normal.
Lorena percebeu que Gilbert olhou-a de cima a baixo, e teve a impressão que ele sorriu de canto. Antes de perguntar o porquê aquele sorriso estava em seu rosto, notou alguém se aproximando.
— Vejam só quem está aqui. — Eric apareceu sorrindo e cumprimentando as três com beijos nas costas da mão — Estou encantado em conhecer a tia de minha amiga que é uma bela mulher, com todo o respeito, e vê-las minhas amigas de tão longa data novamente nessa data tão bonita.
— Gastando o vocabulário com cortejos e elogios, tão típico White. — brincou Marjorie.
— Não se acostume Hillow. — o rapaz piscou fazendo-a revirar os olhos — Essas calças são novas.
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A Million Dreams - awae
Fiksi PenggemarLorena Delyon é uma francesa de personalidade forte. Defensora de que mulheres podem usar calças, nem que seja necessário distribuir alguns socos por aí, ela deseja mais do que tudo uma única coisa no mundo: ser médica. Após ganhar a oportunidade d...
