Rainy Tuesday Night

689 34 63
                                        

- onde você vai? - perguntou Bethany

Ele passou a mão pelo cabelo levemente comprido

- Eu só preciso... preciso sair daqui

Ele foi em direção a porta da casa da namorada e ela pegou seu pulso delicadamente

- me desculpa por falar assim Al, mas é verdade. Isso - ela apontou o dedo de um para o outro - não vai dar certo. Pensa nisso

Ele saiu do lugar, e pegou um táxi qualquer até o pub que ele costumava frequentar. A chuva batia na janela e o molhou ao entrar no carro, nada melhor do que uma terça-feira chuvosa e um quase término para melhorar sua noite. O lugar estava vazio, graças a Deus, ele não estava com saco pra interagir com ninguém. Sua cabeça estava cheia, e ele precisava fazer alguma coisa pra seu namoro não acabar. Pediu o copo de whiskey mais forte que tinha, e tentou organizar seus pensamentos. Seus olhos foram puxados para uma moça que entrou, o guarda chuva pingando e a jaqueta de couro. Ela foi até a bancada do bar e disse alguma coisa. Seus olhos se encontraram. A coloração de água em madeira brilhava como galáxias, seus cabelos pretos e escuros escovados e macios pareciam seda. Os olhos dela o chamavam para se aproximar, ele não devia. Não devia mesmo, mas fez. Foi até ela, arrastando sua bebida pelo balcão. Talvez a desculpa de que ele a conhecia em algum lugar fosse um jeito bom de fazer a bola rolar

- oi - ele falou - Eu te conheço de algum lugar?

Ela soltou um "não" desinteressado. Mais um homem entrou no bar, ele percebeu uma movimentação estranha até o banheiro mas não ligou. Voltou a atenção para a mulher ao seu lado. Eles continuaram se encarando, o silêncio era desconfortável.

- okay, não quer puxar assunto

Suspirando ela disse

- desculpa, estou aqui a trabalho. Se me der licença...

Ela saiu e foi também em direção aos banheiros. O bar começou a encher com pessoas muitos estranhas, era como se todos se conhecessem. Ele olhou para a janela suada, aquilo era uma viatura? Ele foi pro banheiro, e fechou a porta. Dois homens entraram

- escuta aqui, se você não me dar a mercadoria eu juro que estouro seus miolos agora

Alex achou que os dois estavam bebados, até ouvir o barulho da trava da arma. Em que merda ele havia se metido?

- Eu já disse que vou conseguir ela logo cara...

- não quero saber, o chefe ta loco por causa disso. Eu quero agora.

Eles continuaram a discutir por mais um tempo. Sua ansiedade burrice o fizeram abrir a porta do banheiro, e com uma sincronia, o barulho do tiro quase estourou seus tímpanos. O sangue escorria do peito de um dos homens, e o que estava com a arma se assustou ao ver Alex. Merda, agora a arma estava apontada pra ele. Ele levantou as mãos desesperado, elas tremiam. Meu Deus, oque estava acontecendo.

- largue a arma - falou uma voz feminina - agora

A mulher do balcão apareceu com uma arma apontada para o assasino, sem nem dar bola pro corpo no chão.

- Você atira em mim, eu atiro nele - falou o homem

Porra. O homem começou a sair do banheiro devagar, a arma ainda apontada pra Alex

- o local está todo cercado, ele não vai fugir - falou a mulher pra Turner

Ela correu pra fora, tiros de todos os lados e gritos. Alex estava desesperado, a cena do tiro e o sangue e o barulho ainda estavam frescos em sua mente. Ele bebeu dois copos seguidos de whiskey

Certified Mind Blower Histórias para pegar e não largar. Descubra agora