**✿❀ ғʟᴏᴡᴇʀɪɴɢ ᴛᴡᴏ ❀✿**

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   Dez anos se passaram, Park Jimin está com seus 16 anos, no segundo ano do ensino médio. Aos 13 anos, o adolescente se descobriu bissexual, com 15 decidiu se aceitar e enfim conversar com seus pais sobre sua orientação sexual. No começo foi difícil, os Parks mais velhos estavam hesitantes com tal descoberta, mas o amor pelo filho falou mais alto, e então aceitaram de muito bom grado por saberem que seu filho estava feliz sendo quem realmente é!

   Jimin, há cinco anos atrás conheceu Kim Taehyung, Tae para os mais íntimos, de primeira aquela dupla já demonstrava que iria ser inseparável. 
   E ninguém melhor que o tempo para mostrar o quando esse pensamento está correto. Para o resto do mundo eles são melhores amigos, mas para eles próprios, preferem se considerar soulmates. 

   Kim Taehyung e Park Jimin contam tudo um para o outro, de uma simples unha quebrada à uma das maiores fofocas da escola, não que eles sejam fofoqueiros ou algo do tipo, longe deles!
   Todos que conhecem esses dois já comentou o como eles parecem irmãos, e quando descobrem que eles não têm parentesco, se surpreende e diz que eles se tratam como irmãos que se amam.

   Para os dois adolescentes só resta rir desses acontecimentos, mas no fundo eles sabem que apesar de não ter o mesmo sangue correndo em suas veias, eles se amam com todo o coração, um sentimento lindo, um amor verdadeiro de irmãos! 

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    Jeon Jungguk ━ considerado pelos professores como aluno exemplar ━, no ápice da juventude, com seus 15 anos ingressando no primeiro ano do ensino médio. Tinha acabado de chegar em sua mais nova escola e estava ansioso por isso.

   Tudo naquele prédio lotado de adolescentes o interessava, ao mesmo tempo que o apavorava. Nunca foi muito, digamos, sociável. Além da superproteção de seus pais e sua timidez, ele não era muito de fazer amizades. Mas também desde que foi crescendo não deu muita importância para isso, seu objetivo principal era tirar boas notas para garantir um bom futuro. O resto, como as amizades, virou apenas algo sem muita importância.

   Ninguém ousava contestar a escolha do garoto, afinal, não precisava pensar muito para perceber o quanto algumas amizades são tóxicas. "Melhor sozinho do que mal acompanhado", pensava o garoto.

   Apesar de ter tais pensamentos, o pequeno Jeon sempre quis ter amigos. Mas as pessoas sempre se aproximavam de si por interesse, e por isso ele decidiu se afastar da ideia de ter amizades ao seu redor. 

É melhor ficar sozinho do que chamar pessoas falsas de amigos!

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   Sra. Jeon acaba de parar o carro na frente do colégio cujo seu filho irá estudar.

- Pronto? - Questionou ao mais novo sentado no banco ao lado.

- Provavelmente não, mas vamos manter o pensamento positivo! - Respondeu, suspirando e olhando para o grande portão por onde diversos adolescentes transitavam.

- Mantenha pensamentos positivos e coisas boas podem acontecer! - Ambos os Jeons falaram, juntos e em sincronia.

   Por mais que falem isso, Jeon sabe que não é bem assim que as coisas funcionam. Portanto, também sabe que a vida é  de uma certa forma  melhor se for levada com bom humor e positividade. 
   Coisas ruins e problemas ocorrem todos os dias, na vida de todos. O que custa tratá-los com um pouco de humor? Os Jeon gostam de pensar assim, rir da própria desgraça as vezes não é má ideia, pelo contrário, pode fazer bem!

   E foi com um sorriso sem mostrar os dentes e confiança que o dia pode ser bom, que Jungkook se despediu da figura materna e passou pelos portões de ferro em direção ao prédio que muitos chamam de "inferno na Terra", ou "prisão".

   Não iria mentir, ele estava nervoso, tão nervoso que suas mãos suavam. Seu cérebro tentava o confortar, mas ao mesmo tempo pensava em milhares de possibilidades e estatísticas. "O que poderia acontecer?"

- Muitas coisas... - Murmurou baixinho apenas para si mesmo.

   Foi só colocar os pés no prédio, que seus olhos começaram a varrer a multidão de pessoas ao seu redor, muitos claramente estavam em grupos, alguns pequenos outros nem tanto. O nervosismo continuava presente, juntamente a ansiedade. Mas isso passou quando seus olhos pararam em uma cabeleira alaranjada, não sabia ao certo o porquê, mas aquela cabeleira que possuía uma cor laranja não muito marcante — mas ainda sim chamativa — havia chamado sua atenção. Mas até agora não poderia tirar muitas conclusões, só olhava as costas do aparentemente "desconhecido". Porém, suas conclusões logo poderiam ser tiradas corretamente, já que a pessoa se virou, e ali, Jeon sentiu como se o chão se abrisse em um enorme buraco e o engolisse. Ou ele apenas queria que isso tivesse acontecido.

   Tantos anos se passaram, mas não foi o suficiente para Jeon não reconhecer aquele garoto. Sim, aquele garoto.

   O mesmo garoto que quando criança virava as costas para si e saia correndo, o mesmo que o fez festejar quando obteve a notícia que não iriam mais ter contato. Ele estava bem ali a alguns metros de distância de si, ele sorria. Seus olhos fininhos e bochechas ruborizadas continuavam os mesmos.
   Tão diferente, mas ao mesmo tempo tão igual... Fazia sentido aquele pensamento? O lado racional de Jeon dizia que não, mas uma outra partezinha sua, que ele não soube identificar, era contrária ao racional.

   Ali, parado no meio da entrada, Jeon sentiu suas mãos suarem mais que antes e seu nervosismo aumentar, seu coração começou a acelerar. "Será agora que terei um ataque cardíaco?"

   Jeon estava paralisado, sua cabeça dizia: Sim, muitas coisas podem acontecer em uma escola.

   Até que sentiu uma mão tocando seu ombro.

Sim, com certeza, muita coisa pode acontecer! 

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fℓσωєя α ℓσνє ~ ʝιкσσкOnde histórias criam vida. Descubra agora