Part 9

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— Topa ir ao meu hotel? — pergunta de repente.
— Agora?
Olha para mim. Percorre meu corpo com desejo e sussurra com voz rouca:
— Sim. Agora. Estou hospedado no hotel Villa Magna.
Sinto um aperto no estômago. Entrar num quarto com Serkan significa... sexo. Sexo, sexo e mais sexo. E, após encará-lo por alguns segundos, balanço a cabeça concordando, certa de que é isso que quero dele. Sexo. Caminhamos de mãos dadas até o estacionamento.
— Vai me deixar dirigir?
Me olha com seus inquietantes olhos e aproxima sua boca do meu ouvido.
— Você se comportou bem?
— Muitíssimo bem.
— E vai cantar de novo?
— Com certeza.
Eu o ouço rir, mas ele não me responde. Depois de pagarmos o estacionamento, ele olha de novo para mim e me entrega as chaves.
— Seu desejo é uma ordem, pequena.
Emocionada, dou um salto que o faz sorrir de novo. Fico na ponta dos pés e beijo seus lábios. Desta vez sou eu quem o segura pela mão e o puxa para procurarmos a Ferrari.
— Uhuuuuu! — grito, empolgada.
Serkan entra no carro e coloca o cinto de segurança.
— Bem, — diz. — É todo seu.
Dito e feito.
Ligo o motor e depois o rádio. A música de Maroon 5 (Sugar) preenche o interior do veículo e, antes que Serkan mexa no volume, eu olho para ele e murmuro:
— Nem pense em abaixar.
Faz cara de contrariado, mas sorri. Está de bom humor. Saímos do estacionamento. Me sinto como uma amazona com esse carro incrível nas minhas mãos. Sei onde fica o hotel Villa Magna, mas antes decido dar uma voltinha pela rodovia M-30. Serkan não fala nada, apenas me observa e aguenta, imperturbável, o volume do rádio e minha cantoria. Meia hora depois, quando me dou por satisfeita, diminuo a marcha e saio da M-30 para seguir até o hotel Villa Magna.
— Feliz com o passeio?
— Muito — respondo, emocionada por ter dirigido um carro desses.
Suas mãos fazem cosquinhas nas minhas pernas. Faz
pequenos círculos sobre ele, e eu fico excitada no mesmo instante. Constrangida, quero fechar bem as pernas.
— Espero que dentro de meia hora você esteja ainda mais feliz — diz.
Seu comentário me faz rir, enquanto sinto suas mãos brincalhonas me tocando por cima do jeans. Isso me deixa ainda mais excitada e, quando chegamos à entrada do Villa Magna e descemos do carro, ele segura minha mão, pega de volta as chaves do carro e as entrega ao porteiro. Depois me puxa até o hall dos elevadores. Dentro de um deles, o ascensorista não precisa perguntar nada: sabe perfeitamente aonde tem que nos levar. Quando chegamos ao último andar, as portas do elevador se abrem e eu leio: "Suíte Presidencial."
Ao entrar, respiro o luxo e o glamour em estado puro. Móveis cor de café, jardim japonês... Então percebo que há duas portas na suíte. Resolvo abri-las e descubro dois quartos maravilhosos com camas king size.
— Por que você se hospeda numa suíte dupla?
Serkan se aproxima de mim e se apoia na parede.
— Porque num quarto eu brinco e no outro eu durmo — murmura.
De repente, umas batidas na porta chamam minha atenção, e entra um homem de meia-idade. Serkan olha para ele e diz:
— Traga morangos, chocolate e um bom champanhe francês. Deixo à sua escolha.
O homem faz que sim e sai do quarto. Eu ainda estou em choque sentindo o prazer das coisas exclusivas. Nos afastamos da porta alguns metros e andamos pelo quarto. Vou direto pra uma varanda. Abro as portas e entro.
Logo sinto Serkan atrás de mim. Me pega pela cintura e me aperta contra seu corpo. Depois abaixa a cabeça e eu sinto seus lábios encherem meu pescoço de beijos doces. Fecho os olhos e me deixo levar. Percebo suas mãos por baixo da minha blusa, agarrando com força os meus seios. Ele os massageia e eu começo a estremecer. Foi só entrar no quarto e já estou sentin​do que ele quer me possuir. A urgência toma conta dele. Precisa agir imediatamente.
— Serkan, posso te perguntar uma coisa?
— Pode.
A cada segundo que passa, me sinto mais excitada
pelas coisas que ele me faz sentir.
— Por que você está indo tão depressa?
Me olha... me olha... me olha... e, finalmente, diz:
— Porque não quero perder nada e menos ainda em se tratando de você. — Um suspiro sai da minha boca e agora é Serkan quem pergunta:
— Está preparada para participar do meu jogo?
— Estou — respondo, cheia de desejo.
— Tem certeza?
— Tenho.
— Pra qualquer coisa? — murmura, perto da minha boca.
Encosto minhas mãos em seu cabelo curto e massageio sua cabeça.
— Para qualquer coisa, exceto...
— Sado — ele completa, e eu sorrio.
— Deita na cama Eda.
Sua voz me dando essa ordem neste momento é música celestial para meus ouvidos. Seu corpo se encaixa no meu e se aproxima do meu ouvido:
Peça-me o que quiser — diz.

Peça-me o que quiser Onde histórias criam vida. Descubra agora