CAPITULO 03

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Ao chegar em casa, Alex não reconhecia muito da cidade após esses dois anos. Havia mais casas parecidas, como da primeira vez que chegou na cidade, estava perto de sua casa e Alex estava ansioso e não esperava esperar mais. Sua vó já foi ligando para Maggie para saber onde ela estava, se estava no trabalho ou em casa. Mas nada dela responder, então imaginavam que ela já estaria no trabalho. Então deixaram Alex sozinho em casa, mas ao mesmo tempo preocupados.

- Alex tem certeza que quer ficar aqui, sozinho? Não prefere esperar com sua mãe com nós? – Perguntam seus avós preocupados com o menino.

- Tenho sim, eu ainda não conheço muito meus vizinhos, e nem amigos aqui. Vou gastar esse tempo visitando e conversando com eles.

- Pois ta bom, Alex....

- Oii!

- Te amamos muito, e sempre vamos estar aqui. – Afirma avó com lagrimas escorrendo seu rosto.

- Também amo vocês. Agora vão se não vão chegar tarde em casa.

- Ta bom.

Alex entra nem casa cansado, mas que quer conhecer direito seus vizinhos. Ele se lembra de suas vizinhas ao lado:

- Ahh, e mesmo foram elas que nos cumprimentaram quando chegamos, vou falar com elas e dizer que voltei.

Alex vai todo empolgado para conversarem, ele bate na porta e vê que ninguém respondeu. Ele reparou que não tinha ninguém na rua, achou estranho e foi pergunta para o resto do quarteirão onde morava, se sabiam para onde elas tinham ido. Por sorte, viu um senhor sair de casa na hora ele grita:

- Senhor por favor pode me ajudar? – Pergunta correndo em direção ao senhor.

- Olá, nos conhecemos?

- Há, que educação minha. Meu nome e Alex, Alex Keller. Eu acabei de voltar para casa, estava passado um tempo com meus avós.

- Ah, e por que estranhei ver um jovem na rua uma hora dessa.

- Como assim? – Alex pergunta ao senhor sem entender

- Ah, então sua mãe ainda não o inscreveu você no colégio?

- Não, ela não sabia que eu vinha hoje! E um presente de aniversário dos meus avós.

- OHH. Meus parabéns então. Completou quantos anos?

- 16 Anos.

- E AINDA NÃO ESTÁ NA ESCOLA? – Pergunta espantado

- Ainda não.

- Pois então corra, por que aqui na cidade nenhuma criança fica sem estudar.

- Oh pois está certo, vou me apressar para ir para escola. Aproposito, você sabe que horas eles saem?

- Sempre as 17:00 horas.

Alex olha para o seu relógio, e vê que ainda faltava 15 minutos para 17hs.

- Ah, está bem. Há, já ia esquecendo de perguntar.

- Pode falar.

- Qual é o nome do senhor?

- Meu nome e Kaito. Kaito Prest.

- Prazer então em te conhecer.

- O prazer foi meu Alex, se precisar de algo apareça aqui em casa. O número e 182.

- Ok, até mais.

-Até.

Alex, volta para casa depois de conhecer Kaito. Ele assiste Tv enquanto sua mãe não chega. Mas ele sente um olhar na casa, mas uma presença forte para final da casa. Ele tente ignorar, mas fica com medo e parecia que nunca sua mãe chegava, Alex se levanta para beber água e aproveita para ver se consegui sentir de onde vem a presença. Percebesse que vinha do porão ao lado do quarto da mãe, vão voltar para a sala de estar, ele decide ir para seu quarto tomar um banho, ele ainda se sente vigiado e tenta disfarçar que vai para o quarto, ele chega perto do quarto da mãe e estava quase abrindo a porta do porão quando sua mãe chega do trabalho, a sensação desaparece e Alex acha estranho.

- Aí que dia cansativo. - Diz sua mãe, abrindo a porta de casa

- Oiii mãe que saudades da senhora!! – Diz Alex correndo para abraçar sua mãe.

- ALEX? – Responde Maggie assustada

- Sim, tava morrendo de saudades de você. Você não me respondia fazia um tempo, então pede de presente para os meus avós voltar para casa.

- Presente de que?

- De aniversário. Você esqueceu mesmo. – Responde Alex triste.

- Desculpa filho, eu ando ocupado depois que ganhei mais uma promoção. Mas eu estou aqui só para você, que fazer o que?

- Pera, mãe a senhora ganhou mais uma promoção? – Pergunta o menino surpreso.

- Sim. – Responde sua mãe feliz rindo.

- Ahh que bom, então vamos comemorar. Meu aniversário, e sua mais nova promoção.

- Vamos. Vem, vou te mostrar a cidade já que nunca chegou a conhecer.

- Está bem, estou feliz de ter voltado.

-Ah e mesmo, temos que passar amanhã na escola. Já que você voltou tem que se inscrever logo. Faz tempo que você não fez amigos, e uma boa chance para isso.

- Falando em amigos, fiz um hoje assim que eu cheguei.

- E foi? E quem era, por acaso eu conheço?

- Não sei, ele se chama Kaito. Ele morra na casa 182 no nosso bairro, ele foi muito simpático comigo. Eu tava procurando alguém da minha idade pra eu conversar, daí ele me falou que estava todo muito na escola, que aqui nenhuma criança pode ficar sem estudar.

- Há conheço, ele e um senhor muito simpático mesmo. – Responde dando uma risada curta.

Maggie e Alex, passam o resto da noite andando pela cidade, olhando as praças, restaurantes, pontos turísticos, shopping, e compras de presente de aniversário. Assim, Alex passa o resto seu aniversário da melhor forma com: 1° amigo que fez, passar um tempo com a mãe e não se preocupar com seus sonhos. Falando nisso, Alex não menciona sobre o sonho que teve pra não preocupar sua mãe e também pra não estragar o clima. Só que nem tudo são rosas, chega a hora de dormi, e Alex está animada pra se matricular na nova escola, e conhecer mais pessoas amanhã. Alex já nem se lembrava de seus sonhos, mas nessa noite parecia que ia ser a pior, parecia que tinha voltado pra dois anos atrás quando estava perturbado devido as sonhos.

Quando Alex dormiu, a sensação de mais cedo voltou só que dobrada. Começou como todas as outras, só que dessa vez escutou correntes, e gritos. Gritos de alguém aprisionado, de dor, desespero. Era perturbador, ele tentou prestar mais atenção e tentar entender essa dor, mas não entendia o que era essa dor, e a pressão do ambiente ficava cada vez mais pesada, e podia sentir a presença dos olhos misteriosos. Ele finalmente escuta uma voz, era um voz baixa, e parecia fraca de falar ele se aproxima ao máximo para entender, então por um breve momento ele escuta:

- Eu tenho que ser forte. Mas...... AAAAAAAAAAAAAAAA. – A voz lança um grito ensurdecedor. – Saia daqui, por que eu? Por que, me deixa em paz. Por favor.

Ele sabia quem a voz estava se referindo, era os olhos misteriosos. Ele podia sentir ele dali sua presença. Então os olhos aparecem, e olham diretamente na sua direção, esses olharem traziam muito medo, a voz então fala para Alex:

- Não e lindo? O desespero dela, de todos ele. – Fala os olhos misteriosos, soltando uma risada no final.

Como muito medo, Alex fecha meus punhos com forçar roendo os dentes, e fala:

- Lin..Lindo?! – Responde gaguejando. – Lindo ver uma pessoa chorando de dor? E lindo, ver alguém sofrer? Essa beleza que você fala eu não reconheço como linda. Se sentir feliz vendo alguém sofre, me dá nojo.

- Hahahah... Que piada isso. Ver pessoas sofrendo e o meu alimento. Ver a dor das pessoas me alimenta, então moleque cuidado que da próxima vez que nós vermos estarei diferente.

Alex se espanta ao ouvir que aquilo que estava acontecendo era real. Pensava que aquilo era sequelas do seu trauma passado, mas descobre que tem coisa maior por trás que nem imaginava. Alex olha a hora a hora, e vê que ainda tem muito tempo para dormi, mas após ouvir dos olhos mistérios, fica em debate por que isso estava acontecendo?! E porque com ele?!



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POR TRÁS DA CAPAOnde histórias criam vida. Descubra agora