sometimes, you talk too much

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narração do capítulo 58
(depois da briga no hospital)
atenção: smut
- não revisado-

E Louis estava no carro de Harry olhando para seus pés depois daquela discussão idiota. Quer dizer, não foi tão idiota, mas foi chata.

Eles só trocaram duas palavras antes de entrar no carro, e elas foram exatamente:

— Te espero no carro.

— Tá bom.

A última fora de Louis.

O médico sabia que Harry estava bravo, ou para dizer menos, ele estava triste. Sua expressão séria entregava bastante do que sentia e lembrava muito o rosto fechado que normalmente vinha acompanhado com um xingamento baixo. Droga, Harry era sexy até bravo.

Com esse pensamento em mente, eles chegaram na casa do mais velho sem dizer nada. Na verdade, Harry não disse nada para Louis, porque conversava animadamente com Clifford, que voltava sorrir para o famoso. Revirou os olhos e subiu as escadas com o corpo morto de cansado, esperando que o mais novo viesse atrás. Ao invés disso, Harry sentou no sofá da sala e ficou rodando os canais até Louis de irritar e descer novamente apenas de calça moletom.

— Você não veio conversar, veio? — Disse, sem olhar para de pé, estava focado em não se deixar levar pelo charme de Louis, mesmo que isso fosse quase impossível.

Tomlinson não respondeu, apenas parou na frente do mais nivo e puxou a barra de sua camiseta clara, levando-a ao chão.

— O que? — Continuou, deixando que Louis faça o que quiser com ele. Sua pose cai bem rápido quando o médico empurra seu corpo para o sofá e senta em cima de sua barriga, dando beijinhos e chupões em seu pescoço. Harry arrepiava.

— Não quero dormir brigado com você, mas como não quero conversar, pensei foder com você. — Sorri inocente, mesmo estando sentado em cima do pau de Harry. — O que você acha sobre?

— Perfeito, quero que você me foda. — Respondeu, colocando a mão no cabelo de Louis e puxando para beija-lo. — Tinha outro plano?

— Sabe que não me importo com isso, gatinho. — O famoso junta os lábios com os do médico e eles ficam naquele beijo lento e matante, até o mais velho cansar e sair de cima do mais alto. Eles sobem as escadas, porque para Louis não importava onde eles iam foder — já que a casa estava vazia — mas Harry odiava que fosse no sofá.

E não é como se desse tempo de chegar até a cama: Louis já estava com a boca grudada em Harry novamente. Em seu pescoço, boca, qualquer lugar que ele poderia alcançar. Adorava o cheiro e o gosto do mais alto, amava ouvir os gemidos baixinhos que ele soltava enquanto fechava os olhos e mordia os lábios. Céus, Harry não poderia ser real.

E a brincadeira começou a ficar mais interessante quando Louis levantou Harry para que ele se sentasse em suas pernas, com os joelhos um de cada lado do corpo do menor, e levou suas mãos desde as costas até a bunda dele, sentindo a pele quente arrepiar. Ele sorriu vitorioso.

— Pensei que estivesse cansado benzinho. — Harry retruca olhando para as marquinhas vermelhas que sua visão poderia alcançar em seu próprio corpo.

— Se dizer que sim te fará sentar em mim, então sim, estou muito cansado. — Fez uma cara de triste que só demonstrou o quanto era caloteiro. Harry voltou a beijá-lo por causa disso.

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