então digo talvez

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não poderia dizer não
então digo talvez,
e danço com uma saia flutuante igual cortina
quando o vento passa, e desejo saber teu nome
ó, estranho conhecido! quem dera soubesse onde tu te encontras, onde jazes
teu coração, tua face, tua semelhança

se no espelho que as águas naturalmente o fazem
ou no reflexo que cintila os talheres de prata
sob a mesa
e o chá que quer falar-me do futuro
o espelho do banheiro,
quando o encaro
todas as manhãs
e decido de fingimento quem será que serei.

JASMINEHistórias para pegar e não largar. Descubra agora