ele não te ama!:

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(sem revisão)

Assim que entramos no sala meu pai me olhou e disse:

- Vocês quatro, formem dois casais.

Não teve jeito, tive que fazer dupla com o Ryan mesmo, até porque as pessoas iria estranhar se eu não ficasse com o meu "namorado".

- Vamos fazer uma peça de teatro improvisada, onde a Duda é casada com o Hugo porém quer ficar com o Ryan, Ryan é casado com a Lua e gosta muito dela, porém gosta apenas como amigos. - meu pai explicou a cena pra gente.

- Quem mandou a gente chegar atrasados né. - Hugo falou e toda a turma riu. - hum bora de ser corno.

Subimos no palco:

- Ó meu amor, eu vou ao mercado. - Duda começou a atuação.

- Tudo bem querida. - Hugo fingiu passar a mão nos bigodes.

- Me dê um dinheiro meu bem. - Falei para Ryan.

- Claro amorzinho, aqui está. - Ryan fingiu me entregar o dinheiro.

Eu e Duda saímos para a mesma direção como se ambas tivéssemos indo ao mercado.

- Me vê um quilo de bife. - Duda fingiu estar no açougue.

- Acho que vou pegar um abacaxi para fazer o suco na janta. - Falei fingindo pegar algo.

Duda veio em minha direção derrepente, parou ao meu lado e disse:

- Você é a esposa do Raimundo?

- Sou sim. - Tentei não rir do nome que ela escolheu.

- Ah sim, já te vi por aí com ele. - Duda disse mexendo em seus cabelos.

- E você conhece meu marido de onde? - fingi passar o meu cartão na maquininha.

- Ou, ele trabalha para mim e meu marido, mas querida muito cuidado. - Ela pegou em meu braço.

- Com o que senhorita? - peguei minhas sacolas do balcão imaginário e puis em meus braços.

- Seu marido não te ama. - Duda pois a mão em meu ombro.

- É claro que me ama. - Disse saindo dali.

Voltei para onde seria minha casa, e Ryan estava em outro lugar. Duda foi até ele e o abraçou.

- Finalmente você chegou meu doce amor. - Ryan fingiu sussurrar no ouvido dela.

Derrepente Hugo começou a ir até eles eu apenas os observando.

- Eu te segui mulher, aí está você, se agarrando com esse empregado. - Hugo ergueu o tom de voz.

- Nós nos amamos Cleiton. - Duda falou e eu me segurando para não rir dos nomes que ela escolhe.

- Seu, seu empregadinho de baixo escalão, que coragem a vossa de dormir com a mulher de seu patrão. - Hugo fingiu dar um soco em Ryan.

Eles fingiram brigar por algum tempo e depois Ryan veio até mim.

- O que é isso meu benzinho? - Perguntei para ele como se ele estivesse todo machucado.

- Eu sinto muito Julia. - Ele pensou em qualquer nome e depois limpou seu nariz como se estivesse sangrando.

- Pelo que meu pobre marido? - beijei a testa dele.

- Eu gosto muito de você, mas apenas como amiga, eu estou apaixonado pela minha patroa. - ele ajoelhou e abaixou a cabeça.

Meu pai começou a nós aplaudir e entendemos que não precisávamos mais continuar.

Espero a aula acabar e voltamos para os dormitórios, eu e Duda caminhamos juntas até nosso quarto, mas quando estávamos na porta para entrar vitória apareceu.

A menina na bibliotecaOnde histórias criam vida. Descubra agora