Eucalipto

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oioi, então esse capítulo não tá muito bom mas ele é importante pro que vai acontecer no próximo, me desculpem por isso. Boa Leitura!

Tessa

Os dias depois do jantar foram se passando rápido, era bom poder contar com todas as pessoas maravilhosas que eu agora podia chamar de família, sempre tinham mensagens de todos me perguntando se estava bem ou se precisava de alguma coisa, Moly sempre aparecia na empresa só pra dar um oi e conversar um pouco, ela descobriu sobre minha fascinação por chocolates então sempre que dava ela me levava um, Claire também estava sempre por perto, quase todos os dias ia na minha casa e só não passava mais tempo comigo por causa do emprego.

O dia marcado pela doutora Lia para a ultrassonografia tinha chegado, eu estava ansiosa queria saber sobre o meu bebê, Dylan também parecia bem ansioso, ele me levaria e me acompanharia durante a consulta, era uma sexta feira e depois da consulta não voltaríamos na empresa até segunda pois no fim de semana o pessoal da manutenção iria dar uma conferida geral no prédio.

As horas voaram e após terminarmos as últimas coisas que precisavam fomos rumo ao hospital que não ficava muito longe dali, chegando lá passamos pela recepção e ficamos esperando a médica em uma salinha com algumas cadeiras, eu podia dizer que não estava nervosa e que estava tudo bem mas na real eu não conseguia nem parar quieta, Dylan já tinha se acalmado um pouco e sei que estava fazendo um grande esforço para me passar tranquilidade já que, a essa altura do campeonato eu não conseguia nem disfarçar o nervosismo.

-Tessa Antonelli?- uma mulher não tão alta de óculos e jaleco falou olhando em uma planilha

-sou eu - me levantei rapidamente e Dylan fez o mesmo

-eu sou a doutora Lia!- ela abriu um sorriso e estendeu a mão primeiro pra mim e depois para Dylan- vamos ver como está esse bebezinho?

Acompanhamos ela até uma sala com alguns aparelhos, me troquei e deitei na maca que ela me indicou

-isso pode ser um pouco incômodo porque é gelado tá bom- falou se referindo ao gel que ia colocar na minha barriga

-quando vai dar pra saber se é um menino ou uma menina?- Dylan perguntou olhando para a minha barriga

-bom isso só vai ser daqui a alguns meses, vocês tem alguma preferência?

-não- respondemos juntos

-eu acho que tanto faz, ficaria feliz com qualquer um dos dois- olhei para o visor que mostrava alguns borrões sem entender nada

-olha, isso aqui... - ela apontou um pontinho bem pequenininho- é o bebê de vocês

-esse pontinho minúsculo?- Dylan parecia maravilhado, seus olhos brilhavam e ele nem se quer percebia isso

- sim- ela falou rindo- vocês querem ouvir o coraçãozinho dele?

-n-nós podemos?- minha voz já estava embargada, definitivamente meus hormônios não sabem se controlar

-claro

Segundos depois a sala foi inundada pelo som mais lindo que já ouvi em toda a minha vida, saber que dentro de mim tinha uma vida um coraçãozinho que já batia era incrível e mágico, saber que esse serzinho dependeria de mim e que eu teria que dar todo o amor e proteção que eu conseguir a ele era simplesmente a melhor e mais apavorante sensação que já tive, olhei para o lado e me dei conta de que minha mão estava entrelaçada na de Dylan, meus olhos pararam nos dele e mesmo sem palavras conseguíamos ver o amor que já sentíamos por esse bebê

-é perfeito- seus olhos ainda estavam grudados nos meus e a médica só estava sorrindo mesmo que tivesse noção de que por um momento esquecemos que ela estava ali

-tanto a mãe quanto o bebê estão perfeitamente saudáveis, eu só vou passar algumas vitaminas para complementar e já vamos deixar marcada a próxima consulta, mas agora eu preciso ir porque tenho outra paciente me esperando- Lia limpou o gel da minha barriga e se levantou desligando os aparelhos- eu vou deixar as receitas das vitaminas na recepção, você pode trocar de roupa e passar lá pra pegar.

- tá bom obrigado- falei ainda sorrindo

Saímos do hospital e passamos em uma farmácia para pegar as tais vitaminas, depois fomos direto para minha casa, o caminho todo foi silencioso mas cheio de sorrisos que insistiam em não sair dos nossos rostos, chegamos em casa e convidei o moreno para subir e tomar alguma coisa, ele aceitou o convite e subimos. Assim que abri a porta vi Claire mexendo com alguma coisa e limpando alguns móveis com um paninho

-Claire...- falei sorrindo indo em direção a loira mas meu sorriso foi sumindo assim que percebi o cheiro, era forte de mais, coloquei uma mão na boca e outra na barriga e corri o mais rápido que pude em direção ao banheiro, me debrucei em cima do vaso e coloquei todo o meu lanchinho da tarde pra fora, esperei alguns minutos e me levantei, lavei meu rosto e boca, dei descarga e abri a porta

-o que foi Tess, por que você vomitou? está se sentindo bem?- Claire disparou assim que me viu

-que cheiro é esse?- falei com uma mão ainda tampando o nariz pra não ter que voltar a vomitar

-eucalipto?! você adora, desde que te conheço você coloca isso quando vai limpar os móveis- sua expressão era de confusão e se eu não tivesse odiando esse cheiro eu ia rir da cara que ela fez

-não gosto mais- me virei novamente para o banheiro - não consigo ficar aqui, esse cheiro vai me matar

-mas... vai levar pelo menos dois dias pra sair o aroma, onde você vai ficar?- Claire parecia preocupada e pela cara que Dylan fez quando voltei pela terceira vez para o banheiro ele também

-vamos sair daqui, lá fora a gente conversa, você não tem mais nada pra colocar pra fora desse jeito vou ter que te levar para o hospital de novo- ele falou apoiando a mão em minhas costas assim que voltei, fomos para o corredor e Claire fechou a porta do apartamento assim que saímos para evitar maiores problemas

-olha Tess desculpa de verdade- minha amiga quase parecia um cãozinho arrependido

-não se preocupe não tinha como você saber, mas pelo menos até domingo acho que não vou conseguir entrar aqui

- eu queria te oferecer minha casa mas a Nanda chegou ontem ela vai passar uns dias comigo, eu sinto muito- Claire realmente parecia culpada e triste

-tudo bem, manda um beijo pra sua irmã por mim- suspirei um pouco triste, tia Vera não estava casa hoje, ela tinha ido visitar uma irmã e voltaria só amanhã então eu realmente não sabia o que fazer

-pode ficar na minha casa se quiser - Dylan sugeriu me surpreendendo.

T.

Uma Confusão SurpresaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora