Capítulo 2: O político
Jeong Yunho era um exímio e prestigiado político. Conhecido por todo o país, sua popularidade crescia a cada dia, e seu principal objetivo era recuperar a cadeira que um dia foi a de seu pai, em um passado não muito distante. Todo o poder político deveria voltar a se concentrar nas mãos de sua família, e ele era quem deveria ser responsável por isso. Quem melhor que ele que, além de impecável em suas ações às claras, também era um ótimo ator? Pois, além de tudo, para se ser um bom político, era necessário atuar em tempo integral, fingindo e selecionando boas palavras as quais as pessoas desejam ouvir. Prometer e prometer para no fim se esquecer e engavetar suas promessas.
Com uma aparência bastante decente e imagem admirável, imaculado aos olhos da sociedade, ele poderia chegar onde quisesse desde que fosse cauteloso em seus passos.
Foi com esse pensamento que ele foi criado. Era o seu destino, e ele faria o que fosse preciso para alcançá-lo o mais rápido possível. Prometeu no túmulo de seu pai, e certamente essa era a única promessa que fazia questão de cumprir.
Suspirando fatigado, ele afrouxou o aperto de sua gravata assim que pôs os seus pés dentro da mansão da senhora Song. Ela o guiou até a ampla sala confortável onde costumava tratar sobre negócios, aquele poderia ser chamado de seu escritório particular. Yunho apoiou sua pasta preta sobre a grande mesa que havia no centro do cômodo extenso e tomou uma das poltronas assim que a permissão lhe fora dada pela mulher.
Soeun abriu um mapa no meio da mesa e apontou para uma das marcações vermelhas. Aquele era um retrato da Ásia via satélite, e nele havia os trajetos e tudo relacionado às rotas que o mercado da família Song controlava. Ela indicou um ponto específico, e encarou Yunho que passou a bebericar vinho italiano que estava disposto na taça de cristal em sua frente.
— Preciso que diminua a supervisão por parte da polícia na área próxima ao mar do Japão. A mercadoria tem que chegar em Fukuoka intacta, então eu quero que a atenção sobre essa área seja reduzida entre hoje e semana que vem — a mulher proferiu com o sotaque ítalo predominando em suas palavras.
— Mazzoni, isso não é fácil de conseguir... — Yunho protelou.
— Non è facile, mas eu sei que você consegue. Tem muitos contatos, qualquer um ouve um parlamentar, fora que... é só molhar a mão desses bastardi e você faz o que quer — ela sorriu presunçoso, e o Jeong não negou. — Há outra coisa, eu também quero que a polícia pare de vigiar os meus bordéis. Eu sei que não é coisa sua, mas estou cansada de ouvir que os cani estão circulando mais do que deveriam pelas minhas áreas. Quero que os meus negócios continuem fluindo livremente, e é melhor que eu não precise derrubar mais alguns peixes grandes para que as coisas continuem como devem ser.
Yunho iria se levantar, porém um dos capangas de Soeun rapidamente apontou uma arma em sua direção. O olhar dele permaneceu frio e penetrante. Com um gesto de mão, Song ordenou que a arma fosse abaixada.
— São muitos favores, não?
— Eu não te disse isso quando mandei o meu pessoal cumprir serviços para você — Song permaneceu inabalável em sua proposta. — Giusto. Dois milhões de euros e não se fala mais nisso. O que me diz? Affare fatto? — ela estendeu a mão, indicando que Yunho deveria ceder àquele acordo.
— Isso não é nem metade do que você vai ganhar se eu liberar o acesso às novas rotas.
— Eu estou te pagando apenas pela rota do mar do Japão, sobre os meus bordéis... eu espero que você faça o que estou pedindo como um favor. Somos pessoas de favores, não? Um dia estamos desviando dinheiro, no outro dia lavando, e no outro... mandando eliminar inimigos ou provas de crimes hediondos. É como funciona o mercado.
VOCÊ ESTÁ LENDO
CASHIT | ATEEZ | 1ª TEMP
FanfictionEm um mundo de poder e ganância, Seonghwa busca incansavelmente elevar seu grupo ao topo da hierarquia na Coréia. Choi San, especializado em negócios ilícitos, cruza caminhos com Mingi, Jongho e Hongjoong, formando uma teia mortal de rivalidade e in...
