ATENÇÃO: CONTÉM VIOLÊNCIA GRÁFICA
***** TORTURA E MENÇÃO DE TENTATIVA DE ESTUPRO
Capítulo 49: Eliminar
[...] O encontro com Su Youngjong trouxe a realidade que Yunho ignorava por todos aqueles anos.
Enquanto ele caminhava de volta para casa em passos tranquilos, fumando um cigarro e sentindo a fumaça invadir seu peito e escapar por suas narinas, as palavras de Su Youngjong ecoavam em sua mente ansiosa.
Yunho se perguntava se deveria levá-las em consideração ou não. Ele era desalmado e cruel, ou não? Ele ainda era capaz de sentir, ou não? Um dia... ele poderia fazer Jongho feliz ou não?
Yunho amava Jongho ou não?
As respostas não eram claras.
De longe, a única pessoa que honestamente se importava era Jongho. Todas as outras pessoas que o cercavam, ele era incapaz de nutrir qualquer sentimento por elas. Mas, Jongho era diferente.
Talvez aquela fosse uma maldição para Jongho: o amor de Yunho.
Contudo, embora soubesse que possivelmente a vida de Jongho seria mais difícil ao seu lado, Yunho não quis acreditar nisso e se recusava a deixá-lo ir. Jongho foi quem lhe trouxe uma brisa refrescante após passar pelo fogo do inferno, foi quem lhe presenteou com um sorriso e uma inocência sem precedentes, o permitiu ser um garoto normal como qualquer outro.
Jongho era o único no mundo que genuinamente amava Yunho.
E Yunho não podia abrir mão disso. Ele era fraco quando o assunto era quem ele reconhecia ter sentimentos profundos e um laço o qual não lhe permite tratar aquele indivíduo como todos os outros; uma vez que, para ele, Jjong era único no mundo todo.
Ele podia ser o porto seguro de Jongho, que também não tinha ninguém no mundo todo.
Arremessou a bituca de cigarro em uma lixeira a poucos metros de casa. Assim que chegou, suspirou pesadamente e tirou suas roupas para poder lavá-las ou jogá-las fora, dependendo do quão teria que se esforçar para salvá-las. Quando terminou, ele se deparou com Jongho sentado na ilha da cozinha na companhia de uma xícara de leite quente.
A ansiedade e o desamparo se dissiparam ao encontrá-lo. Jongho estava tão imperturbável, invejavelmente despreocupado. O olhar dele mudou no instante em que chegou até onde Yunho estava, se levantando e indo até ele, abandonando a xícara quente.
— Por que não me avisou que ia sair? Eu fiquei preocupado — não era um tom de bronca ou censura, ele nem mesmo estava bravo. Era tão doce e agradável que Yunho desejou ouvi-lo mais algumas repetidas vezes. — Eu acordei no meio da noite para ir até o banheiro e você não estava mais no quarto. Procurei pela casa toda, achei que... Eu pensei muitas coisas ruins. Por que você não pode andar com celular?
— Jjong — chamou baixinho, o olhar voltado para baixo. — Você acha que eu sou capaz de fazer algum mal à você?
Jongho se surpreendeu com aquela pergunta. Ele franziu o cenho, confuso.
— Do que está falando? É claro que não — respondeu sem titubear, visivelmente preocupado agora. A expressão perdida que o outro carregava o perturbou. — O que aconteceu?
— Eu tive um encontro com o meu passado — suspirou, muito cansado. — Ele faz com que eu pareça uma pessoa ruim. Faz com que eu me sinta afogar e afogar. Eu me pergunto se um dia isso vai acabar te machucando... Eu nunca quero machucar você, Jongho, nunca. Eu prefiro morrer ao ter que feri-lo.
— Não... diga uma coisa dessas — amparou o rapaz pelos ombros, levando-o até a mesa e o servindo a xícara intocada. — Beba um pouco de leite, você deve estar... apenas pensando demais. Não se preocupe tanto.
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CASHIT | ATEEZ | 1ª TEMP
FanfictionEm um mundo de poder e ganância, Seonghwa busca incansavelmente elevar seu grupo ao topo da hierarquia na Coréia. Choi San, especializado em negócios ilícitos, cruza caminhos com Mingi, Jongho e Hongjoong, formando uma teia mortal de rivalidade e in...
