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Capítulo 42: Molotov

Jung Wooyoung jamais sentiu seu coração batendo em tantas potências diferentes por causa de uma pessoa. Seu coração batia em tantas potências diferentes quando estava com Choi San. Toda a sua estrutura era abalada pela proximidade dele, e sendo bem sincero consigo mesmo, não conseguia se imaginar vivendo sem aquele rapaz. De certo, sempre fora um garoto muito expressivo, porém não costumava sentir com tamanha intensidade a qual sentia, não falava tão abertamente sobre outra pessoa ou até de si mesmo, entretanto, com San, tudo parecia diferente.

Embora o ambiente permanecesse quente naquela manhã, ele notou dois ou três segundos depois que a razão para isso o abraçava pelas costas, o rodeando com braços e apoiando o rosto próximo à curva de seu pescoço. A respiração devagar e compassada ia de encontro com os fios de sua nuca, criando uma extensão prazerosa de arrepios.

Ter Choi San como sua única companhia enquanto o céu se desfazia acima de sua cabeça, definitivamente, não estava dentro de seu plano, contudo, de qualquer forma, nada melhor poderia ter acontecido àquela altura. Wooyoung pensava que a vida era uma grande matrioska da qual nunca se sabe qual será o fim, apresentando infinitas possibilidades surpresas numa mesma coisa. Ele preferiu manter-se dentro do calor de seu abraço enquanto se concentrava no fato de que... há algum tempo, aquela tem sido sua maior vontade.

Moveu-se minimamente, ponderando sobre a ideia de se levantar e ir checar se a chuva da madrugada já havia dado uma trégua, porém, foi impedido por um muxoxo por parte de San que, ainda dormindo, o impediu de sair de seus braços. Era como se, da noite para o dia, Wooyoung houvesse se tornado sua pelúcia favorita.

Wooyoung desistiu de se afastar de San muito rapidamente, sem qualquer insistência. Virou-se para fitá-lo no rosto e ergueu uma das mãos até os traços de suas bochechas, cumprindo a linha do contorno facial que aos seus olhos era tão perfeita. A pele morena do Choi não possuía muitas marcas além daquelas de praxe, não deturpava seu inverossímil encanto afrodisíaco nem em um único centímetro.

Sorriu ao que dedilhou levemente a região dos olhos que se estendiam feito duas linhas curtas, sentindo na ponta dos dedos os cílios que ornamentavam as viseiras chamativas de San. Estava genuinamente feliz de ter sua companhia... Não deixava de pensar sobre isso, poderia ser qualquer pessoa no mundo, e aquela em sua frente era a melhor delas.

As expressões do Choi passaram a se contorcer, revelando sinais de seu despertar gradativo e preguiçoso. Wooyoung o assistiu atenciosamente, ainda acariciando sua pele com uma ternura imprescritível. Se inclinou em um grau mínimo para beijar sua boca de maneira superficial, sorrindo em seguida.

— Eu estava te assistindo dormir — confessou com a voz abafada, melodiosa. — Eu me sinto sortudo.

Devagar, San abriu os seus olhos, se deparando com o belo cenho de Wooyoung o contemplando. Os seus fios pretos estavam uma bagunça, desgrenhados, enfatizaram bem o que haviam feito há algum tempo, antes de caírem no sono, afinal, tiveram uma madrugada movimentada e aquela foi a única hora que puderam descansar realmente. Os lábios recém-tocados do mais velho vibraram e ele achou que poderia derreter com a doçura que Wooyoung exalava; teve sua boca tomada novamente, em curtos e ternos selares.

Manhoso, San se encolheu contra o peito do mais novo e soltou um som que significava que não queria se mover, pois estava quente e fora daquela bolha confortável que criaram, em conjunto com o calor corporal que compartilhavam, era frio. Não possuía qualquer interesse em se desenroscar de Wooyoung; já haviam passado tempo o suficiente separados, e agora era a hora de desfrutar o sentimento cada vez mais verídico estruturado entre ambos.

Wooyoung afundou o seu nariz no emaranhado de fios negros do Choi, apreciando o cheiro e maciez deles, beijando o topo de sua cabeça. O rosto de San em contato com o seu peito lhe deixava deleitoso ao mesmo tempo que achava ter encontrado o seu jeito favorito de ficar com ele, embora gostasse quando podia sumir em meio aos seus braços também, se sentia protegido e essa era uma das emoções que era mais carente.

CASHIT | ATEEZ | 1ª TEMPHistórias para pegar e não largar. Descubra agora