Os nove reinos viviam um caos. Guerras aconteciam em todos os lugares. Com isso, surgia a fome e a miséria.
Alfheim, mesmo sendo o mundo dos elfos, continha também seres de outras raças. A mistura entre eles já estava se tornando algo muito comum. Alguns não viam isso com bons olhos, mas quem tinha direito de protestar? O próprio rei Firond já havia quebrado as regras milenares do mundo élfico, quando se casou com a princesa Vanir, Freya.
A rainha era conhecida por sua compaixão e uma grande beleza, semelhante a dos elfos.
Freya naquela manhã, ordenou para distribuírem comida aos necessitados.
Observava com atenção pela janela do palácio a fila enorme se formando. Por mais que os guardas fossem rápidos, mais pessoas apareciam suplicando por ajuda.
_ Está piorando _ disse, ainda olhando pela janela.
_ Se continuar assim, não vamos conseguir alimentar tantas bocas _ disse rei Firond. Suas pernas cruzadas descansavam suas mãos.
_ Tenha compaixão, meu rei. Eles passam por momentos difíceis.
_ Eu sei. Sou apenas realista. Não feche seus olhos para a realidade, Freya _ ela concordou. Sentou sobre o trono vazio.
Ao longe, antes de Freya ter sumido da janela, as pessoas embaixo olhavam, admirados por sua beleza.
Uma figura pequena estava na fila. Era estranha, encurvada, toda coberta com uma capa preta e esfarrapada, além do capuz que cobria seu rosto, como um toque especialmente medonho. Ficou um bom tempo olhando para janela, mesmo depois que a rainha saiu.
_ Senhora? _ O guarda elfo chamou sua atenção. _ Por favor, poderia tirar seu capuz? _ Assim o fez. Revelando a face de uma senhora feia e enrugada. O guarda ficou um pouco assustado, estava bem explícito em seu rosto. _ Aqui está _ entregou o alimento.
_ Obrigada _ agradeceu, dando um sorriso gentil. Isso aliviou o guarda, fazendo ele sorrir de volta, gentilmente.
A senhora horrenda saiu da fila indo em direção ao portão do castelo. Admirou por um bom tempo, isso chamou mais uma vez à atenção de quem estava por perto.
_ Algum problema senhora? _ o guarda perguntou.
_ Eu queria conversar com o rei, ele é o único que pode me ajudar _ disse, com uma voz baixa e penosa. Foi difícil ele ouvir direito o que ela dizia.
_ Sinto muito, sua entrada não foi autorizada. Volte outro dia, com hora marcada. _ Ele retornou a sua posição atual.
_ Por favor senhor, tenho um aviso para ele _ suplicou.
_ Já disse que não pode entrar. Sua vestimenta é bizarra e eu mal consigo olhar para senhora. A rainha poderia se assustar com tamanha falta de graciosidade. _ Suas palavras não tiveram um mínimo de consideração.
Ao ouvir isso, outros três se aproximaram.
_ Algum problema? _ perguntou um deles.
_ Senhores, posso ser assustadoramente distinta de beleza, mas realmente preciso conversar com vossas majestades. Olhem para mim, ajudem esta pobre senhora.
Olharam diretamente para seus olhos e um brilho vermelho surgiu de suas íris. Eles ficaram hipnotizados. A senhora soltou um sorriso torto. Logo seus olhos voltaram ao normal e eles também.
_ Desculpe minha senhora, por nossa falta de educação. Eu posso lhe escoltar até o rei _ disse o guarda com qual conversou primeiro.
Os portões foram abertos, mostrando a beleza do lugar. Tão branco por dentro, quanto por fora. Os pilares em forma de arcos, cascatas de água embutidas em paredes, ramos de flores brancas enraizadas iam até o teto. Era tão bonito que parecia um sonho.
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Chaotic - LOKI
Fiksyen PeminatO que uma pessoa seria capaz de fazer por amor? Este sentimento fez com que Lena matasse. Dada como morta, depois de séculos retorna como se nada tivesse acontecido. A pergunta que todos faziam era: Como Lena havia retornado? Ela não disse. Não est...
