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Bárbara Heck

Assim que nos afastamos todos começaram a gritar "finalmente", o que foi bem engraçado.

- Acha que a cachaça foi a única razão desse jeito ter acontecido? - Sou uma pessoa muito insegura, então não queria me iludir.

- A cachaça só me ajudou a ter coragem de fazer o que eu queria. - Sorrio pra ela e dou um selinho nela.

- Tá bom, pessoal, veamos aproveitar a festa!

  Todo mundo voltou a curtir a festa, menos eu.

- Bar, larga esse prato e vamos dançar. - Rodrigo estava super bêbado, e estava conseguindo me incomodar muito com isso.

- Não, não estou afim.

- Você tem que entender que estamos no Big Brother, não tem essa de se apegar e perder tempo. - Eu não estava entendendo o motivo dele está puxando esse tipo de conversa comigo.

- Rodrigo, eu não tô afim de dançar, ok?!  - me afasto dele, mas antes escuto ele mandar eu ir tomar no c*.

- Você tá bem? - Laís senta em meu colo e dar uma mordida no meu docinho.

- Só um pouco cansada. - Rodrigo aparece de novo praticamente se jogando em cima de mim e Laís.

- Eu gosto muito de vocês duas! Eu nunca vou votar em vocês! - Se a Laís não tivesse virado o rosto a tempo, ele teria dado um selinho nela.

- Eu também gosto muito de você! Seria muito legal nós três na final. - Me segurando para não revirar os olhos. Laís tem um carinho enorme pelo Rodrigo, sei que são amigos e que ela não tem motivo pra não gostar dele, mas eu tenho.

- Vocês duas são incríveis juntas, mas certeza que nós três daríamos um trisal da porra!

- Como assim? - Pergunto tentando entender se ele estava ali dando em cima de nós duas.

- Como casal, imagina um beijo de nós três, conseguiria ser mais lindo do que aquele que vocês duas deram. - Laís deu um sorriso desconfortável e eu fechei a cara na hora.

- Você já bebeu muito, Rodrigo, acho melhor parar. - Peço pra Laís descer do meu colo e puxo ela pra longe dele.

- Eu vou deitar, tá bom? Talvez eu volte mais tarde. - Aviso e ela faz biquinho.

- A primera festa, fica mais. - Ela faz uma carinha de cachorro pidão e eu só puxo ela pra perto de mim e dou outro selinho.

- Eu realmente estou cansada e com dor de cabeça. - Ela assenti. - Se o Rodrigo te deixar desconfortável ou algo assim, você vai lá me acordar, tá bom?

- Tá bom. Vou ficar com as meninas. - Me despeço dela e vou para o quarto.

Laís Caldas

  A maioria pessoal começaram a sentar pra falar sobre jogo, só ficou eu, Maria, Natália, Eslô e Thiago dançando. Brunna e Vyni também estavam, mas não perto de nós.

- Amiga, acho que o Rodrigo tá querendo te pegar. - Eslovénia me avisa.

- Eu reparei nisso, mas não tô afim.

- Você e Bárbara estão tendo algo sério? -

- Não rotulamos nada, até porque não conversamos ainda. Mas tem sentimento envolvido, então não acho que nós duas vamos ficar pegando outras pessoas. - Eu não sabia responder de certeza, mas falei o que eu acreditava que estava acontecendo.

- Entendo. Ele tá super bêbado.

Olho pra onde Rodrigo estava e vou até ele.

- Amigo, acho que você já curtiu bastando, vou te levar pra deitar um pouco. - Pela primera vez o Rodrigo tinha conseguido me deixar desconfortável, mas preferir acreditar que foi por conta da cachaça.

- Eu tô legal.

- Não tá não, segue meu conselho, por favor. - Ele assenti e me segue até o quarto.

No quarto só tinha bárbara dormindo, o Rodrigo começou a tirar a roupa jogando pra qualquer lugar e acabou acordando Bárbara com o barulho.

- O que é isso? - Com certeza Bárbara deve ter pensando alguma besteira, já que eu estava ali ao lado da cama do Rodrigo que estava usando apenas uma cueca.

- Ele tá muito bêbada, aí eu pedir pra ele deitar um. - Ela só levantou de leve as sobrancelhas e sentou na cama. - Rodrigo, cadê sua camisa?

- Eu não sei.

- Tem que devolver, se não vai levar punição! - Falo e ele ignora totalmente.

- Rodrigo, deixa de agir igual uma criança mimada, procura logo a porra dessa camisa! - Bárbara praticamente grita com ele, mas não adiantou nada.

- Desiste, ele vai continuar ignorando. Você vai voltar pra festa? - Fiquei encostada na porta do quarto e ela continuou sentada, acho que decidindo se voltava ou não.

- Ainda tem docinho? - O jeitinho que ela falou, pareceu uma criança dengosa.

- Ainda tem vários doces, meu bem. - Provavelmente eu estava sorrindo igual uma boba pra ela.

- Então eu vou! - Ela ajeita a roupa dela e se aproxima de mim.

- Só vai por causa dos doces? - Finjo está magoada. - Poderia fingir que é por minha causa.

- Mas é por você também, você é o meu docinho preferido da festa. - Ela beija meu pescoço e eu sinto meu corpo todo estremecer.

- Isso foi tão gay, mas eu amei. - Começamos a rir e voltamos pra festa.

Por AcasoOnde histórias criam vida. Descubra agora