Primeira Temporada

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Há luas atrás, em uma noite de grande tempestade, árvores caem por toda ilha Arcana, os telhados das casas voam pelos ares enquanto gritos ecoam pelo castelo, e mesmo vindo da torre mais alta, eles impregnam os calabouços, os que estavam nela pres...

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Há luas atrás, em uma noite de grande tempestade, árvores caem por toda ilha Arcana, os telhados das casas voam pelos ares enquanto gritos ecoam pelo castelo, e mesmo vindo da torre mais alta, eles impregnam os calabouços, os que estavam nela presos, só poderiam imaginar que tipo de tortura causava tamanha dor.

Uma mulher estava deitada em sua cama, agarrada nos lençois enquanto gemia e gritava de dor na tentativa de dar a luz a seu bebê.

— Só tirem esse bebê de dentro de mim!- Ela grita com as duas parteiras enquanto uma se mantinha ao seu lado, secando o suor da sua testa e segurando sua mão.

— Mais um pouco de força, princesa! Está quase lá. -Uma das parteiras fala, se arrumando à beira da cama.

— É fácil dizer isso quando não é você que está colocando um bebê para fora!- A mulher urra de dor.

Após longas e cansativas horas, um relâmpago corta os céus e, junto de seu trovão, a mulher dá um último grito, e o choro de um bebê se faz presente.

— É uma menina, princesa! -Fala a parteira que segurava a bebezinha chorosa, a limpando com um pano úmido e a envolvendo em outro pano, a entregando para a mulher.

— É saudável? -A mulher pergunta, olhando para a bebê em seu colo, balançando suavemente em uma tentativa falha de a acalmar

— É cedo para dizer, mas ela chorar é um bom sinal. -A outra parteira responde- Devemos chamar o príncipe?

— Sim, sim. -A princesa diz às duas parteiras, que fazem uma reverência e sai do quarto.

Após a saída das duas parteiras, a mulher volta a ninar sua filha, tentando acalmá-la, sem notar que a chuva havia parado. Uma após uma, as velas vão se extinguindo, como se alguém as apagasse. A mulher olha para cima, dando um pulo ao ver uma única vela acesa e várias sombras de pessoas atrás dela.

A mulher tenta se levantar, mas além da dor que ardia por seu corpo, algo como uma força invisível a segurava, a impedindo de se mexer, só restava observar as sombras. A sombra que estava à frente, a líder, levanta as duas mãos e faz uma bola de energia surgir em suas mãos, as outras sombras se juntam a ela e a esfera vai aumentando. A líder se aproxima da mulher e sua bebezinha, que agora havia parado de chorar e olhava para a sombra com seus olhos verdes brilhantes.

— Por favor, faça o que quiser comigo, só deixe a minha filha. -A mulher implora, com lágrimas nos olhos e a sombra lhe olha, seus olhos vermelho sangue.

Pelos deuses antigos e novos, nós abençoamos a filha da Casa Targaeryn, para que o frio do fim não lhe cause temor, para que seus passos sejam guiados pelo silêncio eterno, e para que, quando a morte a chamar, ela a reconheça como parte de si.- A sombra sussurra em uma língua antiga, se aproximando mais ainda da princesa Targaeryn e colocando a esfera em cima da cabecinha da bebê, que lentamente some e adentra na bebezinha.

𝔸 𝔸𝕓𝕖𝕟𝕔̧𝕠𝕒𝕕𝕒 ℙ𝕖𝕝𝕠𝕤 𝔻𝕖𝕦𝕤𝕖𝕤- ˢᵒˡᵘᶜ̧ᵒOnde histórias criam vida. Descubra agora