Tori chegou na minha casa às 6h da manhã, carregando várias bolsas de lojas. Eu ainda nem tinha me arrumado.
— O-o que é isso? — perguntei, surpresa.
— É pra você, baby — disse ela, entregando as bolsas em minhas mãos. — Dá uma olhada, espero que goste.
Fui para o quarto, e ela me acompanhou. Joguei tudo que estava dentro das bolsas sobre a cama.
Roupas! Ela nem me esperou para comprarmos juntas.
— Não era pra comprarmos juntas? — perguntei, um pouco constrangida.
— Fiquei ansiosa demais e não consegui esperar, desculpa.
— Tudo bem… eu vou tomar banho.
— E eu vou escolher a roupa perfeita pra você… já sei qual!
Tori, como sempre, sendo Tori.
Saí do banheiro apenas de toalha e fui para o quarto. Ela estava sentada na cama, me esperando, o olhar fixo em mim, avaliando cada curva, cada gesto.
— Se importa? — perguntei, esperando que ela saísse.
— Temos a mesma coisa, baby. — ela disse, sorrindo de forma que fez meu coração disparar.
— Certo, pode ficar então… só não me estupra com os olhos. — rimos.
— E qual é a roupa?
— Vista essa! Vai ficar irresistível. — Apontou para uma lingerie branca delicada, com um vestido curto, também branco, jogado sobre a cama.
Vesti a lingerie.
— Como estou? — perguntei, nervosa.
— Mais sexy impossível. — Ela deu uma piscadinha e mordeu os lábios devagar, com aquele jeito que fazia meu corpo estremecer.
Tori tinha razão. Eu me senti poderosa, atraente, mas ainda assim nervosa. Fechei o vestido com dificuldade, e ela se aproximou.
— Deixa que eu te ajudo, morceguinha — sussurrou, acariciando meus ombros com delicadeza, e meu corpo respondeu involuntariamente ao toque.
Eu me sentia linda… mas havia algo mais, um calor que eu ainda não conseguia nomear.
— Amor, posso te fazer uma pergunta muito pessoal? — ela perguntou, encostando suavemente a mão no meu rosto.
— Acho que sim…
— Por que nunca namorou?
A mão dela sobre minha pele me fez estremecer.
— Sério isso? — tirei sua mão, corando. — Acho que nem é preciso responder… mas estou errada, eu já namorei.
— E o que houve?
— Terminamos.
— Mas qual foi o motivo?
— Por que essa idiota foi me perguntar isso? — pensei, mas a intensidade do olhar dela me impediu de recusar a conversa.
— Olha, é uma longa história.
— Tenho todo o tempo do mundo pra você.
Olhei para o relógio que marcava 6:45h.
— Droga, vamos nos atrasar.
— Fugindo do assunto… — ela disse, mordendo o lábio, provocante, e meu coração acelerou de novo.
Pegamos nossas mochilas e corremos para tomar café perto da escola, ainda rindo e trocando olhares que carregavam um tipo de tensão que eu nunca tinha sentido antes.
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Saímos da escola ao meio-dia e fomos até a biblioteca. Passamos apenas meia hora lá, mas o calor do sol quando saímos era quase insuportável.
— Vamos pra sua casa? Fica mais perto. — Coloquei a mão no rosto para bloquear a luz que atrapalhava minha visão.
— Certo! — respondeu Tori, rindo.
No caminho, encontramos Scott, um garoto que sempre ficava com a gente no intervalo.
— Aí, meninas, festa lá em casa hoje à noite. — Estendeu a mão com dois convites.
Dei uma olhada no convite:
"Festa Halloween, venham fantasiados. Sexta-feira — às 20h. COMPAREÇAM."
— Obrigada. — Agradecemos.
— Esperem um pouco… — ele coçou a cabeça. — S-s-Scarlet?
— E-eu… oi Scott — rimos.
— Aonde as duas piradas estão indo? — nos olhou dos pés à cabeça, com um sorriso malicioso.
— Casa da Tori — falamos ao mesmo tempo.
— Interessante. — Levantou as sobrancelhas.
— Tá afim de ir? — Tori perguntou, mordendo o lábio inferior, provocante.
Ele concordou e seguimos caminho.
— Ai! Quem jogou? — peguei a pipoca que haviam jogado em mim, segurando para revidar.
— Não fui eu! — disseram juntos.
Uma guerra de pipocas começou, risadas ecoando pela sala. Tori se jogou no chão, rindo, e eu não consegui conter o riso. Cada gesto dela parecia me envolver mais, e eu sentia meu corpo reagir sem querer.
— Meus pais vão me matar! — disse Tori, ainda rindo no chão.
— Deixa que a gente te ajuda!
Scott me olhou com uma expressão maliciosa e joguei pipoca nele, rindo ainda mais. Terminamos de arrumar a bagunça em minutos.
— Vou tomar banho, se comportem! — disse Tori, pegando a toalha e entrando no banheiro com um balanço de quadril que fez meu estômago apertar.
Meia hora depois, nada dela aparecer.
— Então, ela está demorando, não está? — perguntou Scott, quase retórico.
— Sim!
— O que vamos fazer? — disse Scott, com um sorriso malicioso.
— Como assim? Vamos ficar esperando! — rimos.
Quando a porta se abriu, Tori saiu do banheiro com um leve arrepio de sensualidade, pronta para impressionar.
— Então… meninas, vou indo, viu? — Scott se levantou, me beijou no rosto e em seguida Tori.
— Vejo vocês mais tarde, na festa!
Tori pegou algumas roupas mais provocantes e fomos para minha casa nos arrumar.
— Você está muito sexy! — disse Tori, arregalando os olhos.
Eu estava vestindo um vestido vermelho, curto na medida certa, combinado com salto alto vinho. Tori vestia um azul provocante e salto prateado que alongava ainda mais suas pernas. Eu me sentia confiante, poderosa e… estranhamente excitada.
— Obrigada, você também. — murmurei, sentindo o calor subir ao olhar dela.
— Vamos? — perguntou ela, seu sorriso carregado de promessas, e eu sabia que essa noite seria inesquecível.
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Scarlett
RomanceEste livro explora uma jornada de autodescoberta de uma personagem (Skarlett) que, inicialmente, vive uma vida conservadora e focada em seus estudos e individualidade. No entanto, após uma experiência transformadora, ela se liberta de sua antiga ide...
