Erec montava seu cavalo, respirando com dificuldade, preparando-se
para atacar os duzentos soldados à sua frente. Ele lutou bravamente e tinha
conseguido derrubar a primeira centena, mas agora seus ombros estavam enfraquecidos, suas mãos tremiam. Sua mente estava pronta para lutar para sempre, mas ele não sabia por quanto tempo seu corpo a acompanharia. Ainda assim, ele iria lutar com todas as forças, tal como tinha feito toda a sua vida e
deixaria que o destino tomasse a decisão por ele.Erec gritou e esporou o cavalo desconhecido, o qual ele tinha roubado de um de seus oponentes e avançou para os soldados.
Eles o atacaram de volta, igualando ferozmente o seu solitário grito de
guerra com o deles. Muito sangue já tinha sido derramado sobre aquele campo e era óbvio que ninguém iria abandoná-lo antes de ver inimigo do outro lado, morto.Erec atacou, ele retirou um punhal de arremesso de seu cinto, mirou e
atirou-o no líder dos soldados que estava diante dele. Foi um arremesso perfeito, o punhal se alojou na garganta do soldado, ele levou as mãos ao seu pescoço, soltou as rédeas e caiu do cavalo. Como Erec esperava, ele caiu aos pés dos outros cavalos, fazendo com que vários deles tropeçassem e derrubassem uns aos outros no chão.Erec levantou um dardo com uma mão, na outra mão ele carregava seu
escudo, ele baixou sua viseira e investiu com destemor. Ele iria atacar aquele exército tão rápido e duramente como fosse possível, aparar tantos golpes quanto pudesse e romperia suas filas durante o processo.Erec gritou quando avançou para o grupo. Todos os seus anos de torneio
medieval lhe haviam sido muito úteis, ele usou o longo dardo habilmente,
abatendo um soldado após o outro, derrubando-os em sucessão. Ele se agachou e com a outra mão cobriu-se com o escudo; ele sentiu uma chuva de golpes descendo sobre ele, sobre seu escudo, sobre sua armadura, os golpes provinham de todas as direções. Ele foi golpeado por espadas, machados e maças, era uma tempestade de golpes metálicos. Erec rezou para que sua armadura os suportasse. Ele aferrou-se ao seu dardo, abatendo tantos soldados quanto podia enquanto atacava, cortando caminho através do enorme grupo.Erec não diminuiu seu ritmo e depois de cerca de um minuto de
cavalgada, finalmente ele conseguiu passar para o outro lado, para o espaço aberto, tendo antes traçado um caminho de devastação bem no meio do grupo de soldados. Ele tinha abatido pelo menos uma dúzia de soldados, mas ele havia sofrido durante o processo. Ele respirou fundo, seu corpo estava dolorido, o barulho de metais ainda ressoava em seus ouvidos. Ele sentia como se tivesse sido colocado dentro de um moedor de carne. Ele olhou para baixo e viu que estava coberto de sangue. Felizmente, ele não havia sofrido nenhum ferimento
grave. Seus ferimentos pareciam ser apenas pequenos arranhões e cortes.Erec cavalgava em um grande círculo, dando várias voltas, preparando-se para enfrentar o exército de novo. Eles também tinham se virado e se preparado para atacá-lo mais uma vez. Erec estava orgulhoso de suas vitórias até agora, mas estava ficando difícil para ele recuperar o fôlego. Ele sabia que mais uma passagem por aquele grupo poderia acabar com sua vida. Apesar disso, ele
se preparou para atacar de novo, ele jamais estaria disposto a recuar diante de uma luta.De repente, ouviu-se um grito incomum provir de detrás do exército, Erec estava inicialmente confuso ao ver um contingente de soldados que atacava pela retaguarda. Mas então, ele reconheceu a armadura e seu coração disparou: era Brandt, seu amigo íntimo do Exército Prata, juntamente com o Duque e dezenas de seus homens. O coração de Erec desceu para o estômago quando ele avistou Alistair entre eles. Ele pediu-lhe para ficar na segurança do castelo e ela não tinha escutado. Por isso, ele a amava mais do que ele poderia expressar.
Os homens do Duque atacaram o exército por trás, com um grito de
batalha feroz, provocando o caos. Metade do exército virou-se para enfrentá-los e eles se encontraram em meio a um grande clangor de metal. Brandt liderava o caminho com seu machado de duas mãos. Ele o balançou para o soldado líder, cortando-lhe a cabeça, depois ele girou seu machado ao redor e com o mesmo movimento, o incrustou-o no peito de outro homem.
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Um voto de glória
ActionThor embarca com seus amigos da Legião em jornada épica para os vastos do Império, para tentar encontrar a antiga Espada do Destino e salvar o Anel. As amizades de Thor se aprofudam enquanto viajam para novos lugares, enfrentam monstros inesperados...