Capítulo 14

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— Pensei que você fosse ficar feliz de ter filhos

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— Pensei que você fosse ficar feliz de ter filhos.

— Isso não era para acontecer. Não agora, pelo menos…

— O que você quer dizer?

— Sabe, isso não é da sua conta.

— Me desculpe por participar da conversa.

Esse trabalho está drenando a minha força mental de verdade.

Respirei fundo, apreciando a calma antes da inevitável tempestade.

A chamada da Miriam veio muito antes do esperado.

A mensagem só dizia venham para o escritório agora mesmo.”

(...)

— Ei, o que foi, o que é tão urgente?

— Você gostará disso. Sentem, ela já está vindo.

Diz Seth.

— Espero que isso seja bom.

— Garanto, Gordon, isso não é bom. Isso é muito maior do que nós esperávamos. Interceptamos o contêiner. A amostra de que o alvo estava falando… são armas. As mais novas e mais mortais, o tipo que não deixa sobreviventes. E Benício Mendez está fabricando elas. — Miriam respira. — Esse homem é um criminoso internacional e comerciante de armas.

Eu estava completamente em choque com a informação de que Benício era um traficante de armas.

— Entregaremos isso pro exército.

— Não, Gordon, continuamos monitorando e terminaremos o que começamos.

— Isso é grande demais, Miriam, nós não temos recursos para isso.

— Se já estamos ate o pescoço, vamos mergulhar e resolver isso! — Tomo a vez. — Quando tudo acabar, nós levamos os créditos e nosso bom nome ficará ainda melhor!

— Lannara tem razão, Seth, monitore todas as comunicações. Lannara, volte ao trabalho e limite comunicação apenas a informações essenciais. Gordon, meu escritório. Agora.

Os dois saíram da sala de reuniões e Seth e eu ficamos nas nossas cadeiras.

— Então… de volta ao trabalho, hein?

— Sim, Seth.

Chequei a hora, já passava da meia-noite.

Fui para casa, tomei um remédio para dormir e minha cabeça ficou quieta por algumas horas.

Sábado, 14h…

Nada de ruim aconteceu durante toda a semana.

As ordens da Miriam foram para continuar trabalhando e ficar onde eu estava.

Menos de cinco minutos depois, eu recebi uma mensagem.

Benício: Meu motorista vai lhe buscar, preciso de um favor seu.

Algo me dizia ter algo de errado com essa mensagem.

Peguei uma pequena escuta escondida na minha bolsa. Botei em mim.

Eles vão conseguir me escutar e me rastrear com isso.

O motorista me buscou, mas não disse aonde ia me levar. Então sentei no banco de trás e esperei.

Ele me deixou em frente uma mansão, dizendo que Benício me esperava lá dentro.

Assim que entrei, vi oito guarda-costas de Benício e Valéria.

Benício saiu de uma porta, mantendo uma arma apontada em Gordon.

A fechadura da porta trancou ameaçadoramente e eu olhei em volta.

— Não há saída Lannara.

Disse Benício.

— Sei, eu só queria ir ao banheiro. Por favor!

— Vai, mas volta logo, Hugo, leva ela.

Tal de Hugo me acompanhou até lá.

— Miriam, responda. Código vermelho, repito, código vermelho.

— Lannara, qual é a situação?

— Gordon estar sendo refém, junto comigo. — A batida na porta me fez interromper a conversa. — Tenho que ir. Nós tire daqui!

— Fique a postos e não chame atenção.

Voltei para sala.

Benício chutou Gordon atrás do joelho e ele caiu no chão. Benício pegou a sua arma e colocou na cabeça de Gordon.

Eu mal conseguia ouvir qualquer coisa por cima dos meus batimentos. Aqueles segundos enquanto Benício segurava sua arma na cabeça do Gordon duraram uma eternidade.

— Admiro vocês dois. A vossa determinação é impecável.

— O quê?

Benício aponta a arma para mim, com olhos tão gelados.

— Tinha algo de errado com você desde o início. Uma empregada que era bonita demais para ser empregada. Uma garota, o meu tipo, que por acaso estava se formando em administração. E então, essa pobre vítima de um acidente de carro, caindo nas mãos da minha noiva.

— Tantas coincidências tão de repente.

Diz Valéria.

— Você sabe o que penso de coincidência, Lannara.

— Vocês estão doidos, os dois!

— Sim, mas não somos ESTÚPIDOS.

Valéria grita.

Ele atingiu Gordon no abdômen, e Gordon caiu, tossindo sangue.

— Gordon! Não!

Eu não aguentava ver ele assim.

— Qual era o plano? Tomar a minha empresa?

— Não tinha plano.

Ele deu a arma para Valéria e se aproximou.

— Confiei em você, Lannara. Quando te conheci, pensei que você fosse uma garota inteligente e decente.

De repente, eu ouvi a voz de Miriam no meu ouvido.

— Lannara, ganhe tempo, faça ele confessar.

Valéria apontou a arma para mim, e nós olhos dela vi que me queria morta.

Ela abaixou a arma, e dois dos seus guardas nós tiraram da casa.

A espiã (CONCLUÍDA)✨Onde histórias criam vida. Descubra agora