— Eu sabia que você iria conseguir me encontrar. você é uma garota esperta, ou talvez nem tanto. — o cara diz rindo.
Minha respiração ficou um pouco acelerada ao escutar as palavras dele, percebi que eu estava seguindo o plano dele. Sem que ele percebesse peguei minha faca que estava no cinto.
— Eu achava que você era mais esperto. — eu falei. — Um incendiário que vai aos locais do crime, esperava muito mais. — eu disse e sorri de lado.
— Querida, acha mesmo que vocês descobririam quem eu sou se isso não fizesse parte do meu plano? Você está seguindo exatamente como eu queria. — ele disse se aproximando.
— Eu não sei aonde está querendo chegar com tudo isso. — eu falei e dei dois passos para trás.
— Você sabe muito bem, você não tem mais chances de fugir.
rapidamente ele tira um pano com álcool do bolso, mas eu dou um corte no rosto dele com a minha faca. Ele da uma cabeçada na minha testa me deixando zonza, acabou deixando a faca cair ele aproveita e avança em cima de mim colocando o pano no meu rosto. Dei alguns chutes, mas de repente tudo ficou escuro.
Quando abri os olhos eu estava em um quarto escuro e ele estava em cima de mim, senti meu olhos arderem pelas lágrimas que escorriam, tentei puxar meus braços mas ele prendeu a correntes a cima da minha cabeça.
— Me solta! — Eu disse com todas as forças que eu tinha. Ele ainda em cima de mim se aproximou com outro pano e colocou no meu rosto, tudo ficou escuro novamente.
Quando acordei eu estava sozinha no quarto, era um lugar úmido e escuro, o cheiro de gasolina estava impregnado em minhas narinas. Tentei puxar minhas mãos, mas estavam presas. Olhei para as minhas pernas e eu estava sem a minha calça e minha calcinha, lágrimas escorriam pelo meu rosto enquanto eu tentava controlar minha respiração. Quando escuto o trinco ser aberto.
— Que bom que você acordou, querida. — ele disse e pude vê ele entrar com galões que eu tinha certeza que eram de gasolina.
— Não se preocupe, isso não é para hoje. — ele diz e sai do quarto.
— ME SOLTA! — Gritei com todo ar que tinha em meus pulmões. — ME DEIXA SAIR! — Eu gritei mais uma vez. Mais lágrimas escorriam pelo meu rosto.
Não sei quanto tempo se passou, mas ele não apareceu desde que levou os galões. A porta estava trancada, eu podia escutar o barulho do trinco da porta, o local era um quarto como outro qualquer, mas era menor do que o normal não tinha janelas nem saida de ar. Quanto mais o tempo passava mais desesperada eu ficava. A única coisa que eu conseguia pensar era em como meu pai ia conseguir me encontrar, eu não tinha certeza se eu estava com o meu celular. Fiquei acordada durante todo o tempo esperando apenas o momento em que ele ia me matar. Até que ele entra no quarto.
— Bom dia, querida. — ele falou e eu cuspi na cara dele. — que modos são esses? Seu pai um Sargento não te deu educação? — ele deu um tapa no meu rosto e sorriu.
— Como você sabe quem é meu pai? — eu disse baixo.
— Sim, eu sei que você é a filhinha do sargento Hank Voight, mas o que adianta a filha dele está aqui se ele não consegue me encontrar? Quando ele te achar vai ser tarde demais. —ele disse e saiu rindo.
Eu sabia que ele estava certo, meu pai não vai conseguir me encontrar a tempo. Não a nada que possa impedir esse maluco de me matar agora mesmo. Tudo escureceu novamente, eu tinha certeza que dessa vez eu não ia conseguir escapar.
{Jay on}
Mesmo com o pedido da Harriet eu a segui até a casa dela, mas quando cheguei não a encontrei fui falar com alguns bombeiros que estavam lá mas ninguém tinha visto ela. Disseram que o esquadrão 3 esteve lá, mas já tinham ido embora.
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A Vida De Harriet Voight
Fiksi PenggemarHarriet Voight uma das mais jovens detetives de Chicago, com 21 anos. Ela estava morando em Nova York mas resolveu voltar para Chicago sua cidade natal, ela passou no distrito 21 para fazer uma surpresa a seus amigos e a seu pai, mais conhecido como...
