Policiais e Bombeiros 2

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— Eu sabia que você iria conseguir me encontrar. você é uma garota esperta, ou talvez nem tanto. —  o cara diz rindo.

Minha respiração ficou um pouco acelerada ao escutar as palavras dele, percebi que eu estava seguindo o plano dele. Sem que ele percebesse peguei minha faca que estava no cinto.

— Eu achava que você era mais esperto. — eu falei. — Um incendiário que vai aos locais do crime, esperava muito mais. — eu disse e sorri de lado.

— Querida, acha mesmo que vocês descobririam quem eu sou se isso não fizesse parte do meu plano? Você está seguindo exatamente como eu queria. — ele disse se aproximando.

— Eu não sei aonde está querendo chegar com tudo isso. — eu falei e dei dois passos para trás.

— Você sabe muito bem, você não tem mais chances de fugir.

rapidamente ele tira um pano com álcool do bolso, mas eu dou um corte no rosto dele com a minha faca. Ele da uma cabeçada na minha testa me deixando zonza, acabou deixando a faca cair ele aproveita e avança em cima de mim colocando o pano no meu rosto. Dei alguns chutes, mas de repente tudo ficou escuro. 

Quando abri os olhos eu estava em um quarto escuro e ele estava em cima de mim, senti meu olhos arderem pelas lágrimas que escorriam, tentei puxar meus braços mas ele prendeu a correntes a cima da minha cabeça.

— Me solta! — Eu disse com todas as forças que eu tinha. Ele ainda em cima de mim se aproximou com outro pano e colocou no meu rosto, tudo ficou escuro novamente.

Quando acordei eu estava sozinha no quarto, era um lugar úmido e escuro, o cheiro de gasolina estava impregnado em minhas narinas. Tentei puxar minhas mãos, mas estavam presas. Olhei para as minhas pernas e eu estava sem a minha calça e minha calcinha, lágrimas escorriam pelo meu rosto enquanto eu tentava controlar minha respiração. Quando escuto o trinco ser aberto.

— Que bom que você acordou, querida. — ele disse e pude vê ele entrar com galões que eu tinha certeza que eram de gasolina.
— Não se preocupe, isso não é para hoje. —  ele diz e sai do quarto.

— ME SOLTA! —  Gritei com todo ar que tinha em meus pulmões. — ME DEIXA SAIR! — Eu gritei mais uma vez. Mais lágrimas escorriam pelo meu rosto.

Não sei quanto tempo se passou, mas ele não apareceu desde que levou os galões. A porta estava trancada, eu podia escutar o barulho do trinco da porta, o local era um quarto como outro qualquer, mas era menor do que o normal não tinha janelas nem saida de ar. Quanto mais o tempo passava mais desesperada eu ficava. A única coisa que eu conseguia pensar era em como meu pai ia conseguir me encontrar, eu não tinha certeza se eu estava com o meu celular. Fiquei acordada durante todo o tempo esperando apenas o momento em que ele ia me matar. Até que ele entra no quarto.

— Bom dia, querida. — ele falou e eu cuspi na cara dele. — que modos são esses? Seu pai um Sargento não te deu educação? — ele deu um tapa no meu rosto e sorriu.

— Como você sabe quem é meu pai? —  eu disse baixo.

— Sim, eu sei que você é a filhinha do sargento Hank Voight, mas o que adianta a filha dele está aqui se ele não consegue me encontrar? Quando ele te achar vai ser tarde demais. —ele disse e saiu rindo.

Eu sabia que ele estava certo, meu pai não vai conseguir me encontrar a tempo. Não a nada que possa impedir esse maluco de me matar agora mesmo. Tudo escureceu novamente, eu tinha certeza que dessa vez eu não ia conseguir escapar.

{Jay on}

Mesmo com o pedido da Harriet eu a segui até a casa dela, mas quando cheguei não a encontrei fui falar com alguns bombeiros que estavam lá mas ninguém tinha visto ela. Disseram que o esquadrão 3 esteve lá, mas já tinham ido embora.

A Vida De Harriet Voight Histórias para pegar e não largar. Descubra agora