Talentosa e carismática, Sakura acaba encantando um dos CEO's da maior gravadora dos Estados Unidos. Sua carreira estava apenas começando. Embora estivesse realizando um sonho, ela não contava que mudaria toda sua personalidade e imagem para vendere...
Notas do autor: "Sussurros" Sasuke e Sakura falam bem baixinho um com o outro. Mesmo que Sasuke use o aparelho auditivo, ele mantém o mesmo tom, e ela acompanha, embora com terceiros, já seja um pouco mais escandalosa. A cor prata refere ao novo, intuição e boas energias.
Boa Leitura!
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Uma semana depois...
Os sons...
A falta deles parece ser desesperadora em certos âmbitos. Misto a quando não se está acostumado, pode doer. O sentimento de perda é mais do que real. Nos separa de todo o resto, como se a nossa bolha fosse diferente das outras, onde a maioria está. É difícil se adequar, aos poucos perdendo tudo, deixando que se vá, pois não há o que fazer. O uso do aparelho parece uma boa saída, não é obrigatório. Nas primeiras vezes, dá a sensação de que poderia ser sempre assim; ampliado, sonoro, coberto por detalhes que vem de dentro. A sonografia parece ser tudo.
Entretanto, não é.
Não para mim. Já me acostumei, parece até melhor. Há dias em que prefiro não escutar nada. Gosto da minha própria mente. É bom de ampliar a realidade ao meu gosto. É interessante misturar memórias sonoras com o presente. Em momentos específicos, outros detalhes a mais se perdem e o sons deixam de ser grande coisa.
No banho, ouço a chuva, como uma tempestade. Não posso molhar o aparelho. Prefiro sussurros. Gosto das expressões. Sou amante dos gestos. A música clássica fica de fundo, no meio dessas grossas paredes. Ouço como se estivesse debaixo d'água. Daqui um tempo, nem isso será possível. Lido bem, pois o que quero escutar, eu escuto. O que eu prefiro assistir, eu assisto de bom grado. Como prova de que o tempo não passa tão rápido como parece, ainda ouço sussurros baixinhos:
"Me fode, senhor Uchiha."
Os detalhes se amplificam; o suor que escorre pelas suas costas, descendo pela lombar, desmanchando-se na minha virilha. Os dedos delas, tremendo, apertando os lençóis. As expressões. Sobrancelhas grossas e rosadas apertadas enquanto de sua boca, murmúrios escapam. Talvez, detalhes inexistentes como esses acabam sendo o motivo de eu segurar a realidade, estando onde o som está. Mas quando não há o desejo de, verdadeiramente, ouvir, me agrada relacionar o que está na minha mente, tratando-se de alguém que não posso desejar, com o que acontece no plano real.
Nesse plano real, onde os sons se misturam com memórias fora de contexto da minha cabeça, com a verdadeira cena, tenho tentado buscar os detalhes do que ocorrem no presente e não no que nunca vai acontecer se depender de mim; lábios entreabertos, mas não rosados em um rosto pálido. Posso ouvir sem escutar, um gemido rouco rasgando pela sua garganta. Ela revira os olhos, mas não verdes, enquanto a outra chupa sua boceta. Sofre de espasmos, mas sei que está longe ainda, não vai gozar agora.