" Ainda há tempo de sair "
Lábios venenosos.
Dizem me amar,
Mas são lábios venenosos.
Olhos perigosos.
Mostram-se encantadores,
Mas são olhos perigosos.
Palavras de amor jogadas ao vento
Percebo que não há significado,
Nesse mar denso.
Corremos um risco,
De permanecermos vivos.
Corro o risco de me perder,
Em teus apertados labirintos.
As mãos,
Tateiam
Os corpos,
Correm
Pelas curvas
E apertam
Com necessidade,
Sem vergonha
E com grande ansiedade
A pele que queima com facilidade.
A boca que embriaga
Apenas com um mero contato.
Que leva a loucura,
Sem nenhuma ternura
E sem existência de reclusão.
Nos causa tontura,
Desejo de grande luxúria.
Que nos lugares certos
Causam um estrago
Do qual não anseia reparos
Anseia mais, abalos.
A boca trabalha
E as mãos em reação
Vão em direção dos cabelos
E os puxam com satisfação.
Por toda extensão percorre os dedos
E o delírio nos leva aos apelos.
Lábios venenosos,
Que transportam desejos.
Olhos perigosos,
Que fazem estremecer meus nervos.
O corpo bem moldado ao meu.
Meus olhos não desviam dos teus.
A respiração se torna em gemidos
E a satisfação aumenta nosso ritmo.
As palavras que falas ao meu ouvido
Só fazem efeito em meios aos teus gemidos.
Tua voz rouca,
Deixa-me louca.
Tuas costas nuas,
Percorrerei com minhas unhas.
" ... E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos "
Obs: não achei frase melhor para terminar tal criação.
Frase que tirei da música " valsinha " .
