" Sinto que a qualquer momento posso me sufocar "
É vermelho o que odeiam.
Me pergunto por quê me chateiam.
O que posso fazer?
Como posso viver?
Me digam o porquê.
Me digam para que.
Por que me rotulam?
Por que me cortão?
Por que me machucam?
Por que?
De tudo, me diga o porquê.
"Gritava a mesma no seu ser"
Cansada dessas lágrimas.
Cansada da vida vaga.
Mas por quê?
Rasgam sua pele
A cortando com sua facas.
Destroem seus olhos,
Sua imagem, seus gostos.
Estão matando-a...
Estão matando seu sorriso.
Estão matando-a
Apagando os seus brilhos,
Será que não veem
QUE ESTÃO MATANDO-A...
Ela já não dança mais,
No papel não desenha mais.
Já não canta como antes
E apaga seus tons vibrantes.
Suas mãos... abandonaram as teclas
Ela não lê mais,
Perdeu o olhar de curiosidade,
Não admira a diversidade.
Não chora de felicidade...
Luta por si mesma,
Mas a cada dia volta a sua fraqueza.
As armas desgasta,
A alma fraca.
O coração vive na amargura da razão
E onde olha... só vê em si a destruição.
