"Ela caiu na água
Foi assim que aconteceu"
Palavras tenebrosas.
Saídas de uma boca mentirosa.
Caiu na água
E não fizeste nada
Para salvá-la.
"Cobra dissimulada"
Tuas promessas de amor,
Apenas ditas para enganá-la
E levar à eternidade de sofrer no mar.
Não respirava
Poís não havia ar
Em seus pulmões
Afogada, eternamente
Amarrada à correntes.
Na noite em pleno mar
Escutando suas ondas
Vagas à se movimentar.
Estou em pleno mar.
"Por que aprisionaram-me?
Por séculos a me torturar"
Seres traiçoeiros,
Manipuladores e sorrateiro.
Sem motivo me prenderam
Sem motivo arrancaram suas asas
À jogaram no mar.
Enquanto morrendo e fraca
Ela estava.
Mais doloroso foi sua traição .
Anos nesse frio mar
Fez gelar seu coração.
Mas não morreu
Permanece aqui.
Eternamente aprisionada
Nesse mar, nessa escuridão,
Nesse vazio e nessa traição.
Não sei o que fez para merecer
Tal situação, sem clemência e sem fim.
À culpam por nascer assim
E ignoram que a mesma não escolheu.
"Qual é o erro em ter asas?
Será que voar faz tanto mal assim?
Ou será que é só a humanidade
Que não consegue me ver livre e feliz?
Eu não sou um monstro
Eu nunca fui.
Raça de viboras, o que os fiz?"
