Capitulo 3: A tragédia russa

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Moscou salão vermelho/União Soviética

Missão: Facista maldito

14 de junho de 1941/18:30

Dragovich tinha um espião alemão em atividade, e, em uma mensagem criptografada enviada por ele, dizia-se que Hitler estava pronto para avançar contra o território da União Soviética. Ele precisava de um esquadrão pequeno para coletar todas as informações de lá. Então, Dragovich convocou todos da 145 — que agora contava com mais de 15 pessoas. Nossa força-tarefa havia crescido absurdamente depois de dois anos de intensa ação. Meus melhores amigos eram Reznov e um novato que havia chegado há alguns meses, chamado Dimitry Czar. Sobre meu irmão, não nos falávamos a menos que fosse necessário. Enfim, toda a força-tarefa foi até a sala de reuniões, onde Dragovich começou a falar.

Dragovich: Camaradas, temos informações do nosso espião alemão de que Hitler está preparando tropas para atacar nosso querido país. Então, um grupo pequeno irá até Berlim para coletar informações sobre seu exército e tentar impedir esse ataque. Entendido?

145: SIM, SENHOR!

Dragovich: Certo. A operação será liderada por Azarias, que irá para Berlim junto com Reznov e Dimitry. Vocês irão apenas com pistolas, pois não queremos chamar atenção. Caso algo dê errado e os nazistas descubram que vocês são infiltrados, todo o esquadrão estará pronto na fronteira para dar apoio. Vocês irão como turistas e receberão dois documentos falsos: um para ir e outro para voltar de trem. Com isso, peguem todas as informações possíveis e saiam de lá o mais rápido possível. Precisamos urgentemente dessas informações e provas para que o conselho acredite. Certo?

Azarias: Sim, senhor!

Após o fim da reunião, fomos direto para o aeroporto. De lá, seguimos para a Polônia, que estava sob controle alemão, e depois partimos para Berlim. O encontro com nosso informante aconteceria nas proximidades do centro da cidade. Era dia, por volta das 16 horas. Eu, Reznov e Dimitry fomos até uma cafeteria ao lado de uma praça. Entramos, sentamos na última mesa, e Dimitry pediu café para nós — ele era o único que sabia falar alemão. Esperamos cerca de meia hora, quando um homem, vestido com o uniforme de um general nazista, entrou e pediu um café. Ele se dirigiu à nossa mesa e sentou-se ao lado de Reznov. Então, em russo, disse:

??: Vocês não são muito discretos. Mas tudo bem, ninguém está suspeitando de espionagem russa em plena luz do dia em Berlim.

Reznov: Certo, certo, nazistinha. Pode passar logo as informações ou será que viemos aqui à toa?

??: Vocês são completos idiotas. Aqui estão as provas de que Hitler está preparando seus exércitos para atacar. Além disso, aqui estão outras operações que eu havia prometido ao Dragovich.

Peguei duas pastas. A primeira, abri: estavam todos os documentos que mostravam Hitler falando de uma invasão a um país muito grande, além de fotos e mais documentos que descreviam um exército de mais de 2 milhões de homens se preparando para o combate. Quando fui abrir a segunda, o alemão segurou minha mão e, irritado, disse:

??: Você não tem patente para isso, cão russo. Essas informações são apenas para seu general. Ele me garantiu que, caso a pasta fosse aberta por alguém que não fosse ele ou Stalin, a pessoa seria executada de imediato por traição. Entendido? Desgraçado!

Azarias: Certo, certo...

Olhei para Reznov e percebi que ele estava prestes a sacar sua pistola e atirar no general. Para reduzir a tensão que pairava no ar, percebi que era hora de irmos embora — já tínhamos o que queríamos. Na camisa do desgraçado havia uma etiqueta com seu nome: ele se chamava Doutor Friedrich Steiner. Sabendo disso, comecei a dizer:

Dark Wars (Gramatica corrigida)Onde histórias criam vida. Descubra agora