Capítulo II

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*Este capítulo contém agressão.
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Maraisa.

Eu ainda não acreditava que havia aceitado um convite para sair de casa. Me perguntava se havia sido pelo calor do momento, ou se era apenas por não conseguir recusar.

Eu estava pronta. Usava uma blusa branca, um short jeans e tinha um rabo de cavalo feito em meus cabelos.

Pensava em como Fabrício reagiria se soubesse que eu estava, enfim, saindo de casa. Eu sentia necessidade de sua aprovação, não sabia se ele gostaria de saber que eu estava saindo com alguém.

Balancei a cabeça e soltei um suspiro cansado, logo saindo de meu foco antigo, ao escutar uma voz muito bem conhecida vir do portão.

— Tia, você já tá pronta?- A loirinha questionou animada com o irmãozinho ao seu lado.

Marília estava em pé ao lado do portão, suas mãos estavam nos bolsos de sua calça e ela tinha um pequeno sorriso em seu rosto.

Tranquei as portas e me juntei a eles. O menininho pulava um pouco a frente, Marcela segurava minha mão e a de Marília enquanto contava sobre as novas flores que havia visto no jardim de sua avó.

Eu achava encantador a forma que ela falava das flores, Marília lhe dava toda a atenção, apesar de ter percebido que a mulher não sabia muito sobre flores.

— Margaridas e rosas vermelhas, são as minhas favoritas.- Contei tendo a atenção das duas loiras que me olharam.

— Eu gosto de girassóis, mas também gosto de papoulas.- Contou a pequena voltando sua atenção para a rua.

Ao enfim chegarmos ao parque, Léo tirou a sandália, correndo em direção aos brinquedos logo em seguida. Nos sentamos no banco que havia ali e Marcela tirou sua percata, deixando-a ao nosso lado.

As crianças brincavam pelo parque, os gritinhos animados impediam o silêncio de se fazer presente. Marília os olhava encantada, e eu a admirava por alguns minutos.

Era uma mulher muito bonita, levei minha atenção até às crianças e vi Léo sentado na areia junto á outros garotinhos. Marcela subia e descia o escorrego com um enorme sorriso no rosto.

Me perguntava se algum dia, ainda teria a oportunidade de ter filhos. Apesar de tudo, acredito que Fabrício seria um ótimo pai.

— A Marcela ajuda a cuidar do jardim da escola e da horta.- Marília comentou, acredito por ter percebido que eu mantinha meu olhar na menina mais nova.

Ela deixou um sorriso escapar, enquanto ainda olhava para a filha. Marília parecia ser uma mãe incrível e por breves momentos me perguntei se eu conseguiria ser um por cento da mãe que ela era.

— Ela ama flores e cuida delas todos os dias, não sei a quem puxou isso.- Disse, agora levando sua atenção até mim que a olhava.

— Crianças costumam ter algum ponto fuga, talvez a dela sejam as flores.- Eu comentei, voltando meu olhar agora para o menino que corria pela areia com um sorriso no rosto.

Uma menina caiu das escadas do escorrego e Marcela correu em sua direção para ajuda-la.— Você tem uma garotinha muito preciosa, ela encanta qualquer pessoa com seu jeitinho.

Marília sorriu diante daquela afirmação, ela concordava comigo. Eu sabia que sim, graças aquele olhar cheio de orgulho que ela direcionava á filha.

Quando enfim iniciamos uma conversa geral, Marília ne perguntou mais sobre de onde vim e muitos outros pontos que tinha curiosidades.

Perguntei sobre Marcela e descobri que não era filha de Murilo. Ela me contou tudo o que aconteceu e eu prestei atenção em cada detalhe, pois eu tinha certeza que se essa mulher conhecesse Marcela agora, se arrependeria amargamente.

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⏰ Última atualização: Feb 07, 2024 ⏰

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