Em um dia inesperado o destino une duas pessoas.
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Mãos firmes no volante, olhos amedrontados e o coração pulsando tão rápido que era possível senti-los nos ouvidos. Rosé estava caminhando para uma crise de pânico, mas não iria render-se.
Seu pai não poderia levá-la até a faculdade e faltar aula naquele dia não era uma opção.
Soltou um suspiro ao tentar rodar a chave na ignição e desistir. De novo.
A situação em que se encontrava devia apenas ao seu senso de orgulho e princípios. Mas seu irmão Yoongi também não precisava ter a desafiado. Não deveria ter dito que ela nunca perderia o pavor de dirigir.
Até mesmo sua prima mais nova, Ning Ning, havia adquirido a carteira de motorista depois dela e andava pelas ruas de Jersey City como se fosse uma personagem doVelozes e Furiosos.
Seus amigos eram grandes incentivadores, porém, ela relutava constantemente. Sempre que pensava em enfrentar aquele medo em específico, as imagens de acidentes traumáticos surgiam, amassados em seu Porsche cintilante ou prejuízos no carro dos outros, logo sua vontade desaparecia terminantemente. Era uma droga, de fato.
Elevou seu olhar fulminante até o segundo andar, para seu irmão, que comia uma maçã "despretensiosamente". Ao notar que era observado, sorriu de lado, insolente. Rosé sabia que ele estava apenas esperando o momento em que derrotada, saísse do carro e implorasse por sua ajuda.
Contudo, não daria o braço a torcer.
As horas continuavam a passar, se não se apressasse iria ultrapassar o limite de tolerância de atraso.
"Tudo bem, Jen, é hoje ou nunca!", respondeu a mensagem preocupada de Jennie. Ela e Jisoo, suas amigas, já estavam na universidade, mas disseram que se ela precisasse, não hesitariam em buscá-la.
O que as tornavam muito melhores que Yoongi. Deu língua para ele antes de decidir por fim ligar o carro para valer e se acomodar melhor no banco de couro.
— Vamos lá, Rosie. Você consegue! — disse para si mesma no tom mais encorajador que conseguiu.
Sair da frente da casa não foi tão difícil, ainda que todo o seu corpo tremesse. "É normal estar nervosa, você está indo muito bem!" Sua aliada naquele momento era ela própria.
Ignorou as palmas irônicas de seu irmão com sua saída triunfal e seguiu na velocidade de jegue até o tão temido trânsito. Se não contasse com as diversas vezes que estancou, os xingamentos e buzinadas, tudo correu perfeitamente bem.
Foi quando se deparou com a "pequena" ladeira do atalho que teria que enfrentar. Sua confiança recém adquirida vacilou um pouco.
Engoliu o receio e continuou seu caminho, deixou que os carros seguissem primeiro até criar coragem o suficiente para ir. E foi o que aconteceu, porém quando estava na metade do aclive o carro simplesmente morreu. O pânico e nervosismo tomaram conta do seu ser, tanto que ela apenas puxou o freio de mão enquanto tremia.
"Oh, meu Deus!", era a única coisa que passava pela sua mente.
Os carros que se acumularam atrás de si começaram a buzinar freneticamente com impaciência. Alguns conseguiram contornar o automóvel cintilante, ainda que cuspissem todo o tipo de impropérios ao passar. As lágrimas molhavam seu rosto e seu coração batia ruidosamente. Inspirou e respirou várias vezes para se acalmar e sair daquela situação.
Em determinado tempo, impulsionada pela coragem, enviou comandos para se mover.
O carro de fato saiu do lugar, mas ao invés de ir para cima ele deu um solavanco e refez o caminho contrário de para seu completo pânico. Soltando gritinhos e pisando no freio ininterruptamente, tentou impedir a colisão com o automóvel mais próximo, entretanto, apenas conseguiu diminuir o impacto.
Ela só percebeu que fechou os olhos quando precisou abri-los.
Saiu desesperada com as mãos em rendição numa forma de tentar apaziguar as coisas. O homem do carro atingido a imitou, carregava uma expressão emburrada, como se estivesse com palavrões na ponta da língua para lançar sobre ela, mas assim que assistiu à agonia de Rosé, seu rosto suavizou.
— Mil perdões! — falou quase voltando a chorar. — É a primeira vez que dirijo depois de tanto tempo!
O rapaz limpou a garganta, o pânico era evidente em seus olhos tão charmosos.
— Não se preocupe, iremos resolver da melhor forma possível. Se acalme. — falou ele, de repente muito compassivo.
— Está bem. — disse ela, limpando o rosto.
Ele deu um sorriso para tranquilizá-la. O que realmente teve efeito, pois Rosé pôde respirar aliviada. Tudo ficaria bem.
Ambos sustentaram o olhar simpático que posteriormente se tornou intenso, quase impossível de desejar quebrar. Não entenderam porque se sentiram assim de repente.
— Ôh, vocês dois! Vão ficar aí o dia todo? — uma voz aborrecida os despertou do "transe".
Rosé corou e desviou a atenção daquele rapaz atraente, ao passo que ele tomou a frente e se ofereceu para ajudá-la. Tirou primeiro o porsche com ela no banco do carona, mexendo as mãos nervosamente. Depois resgatou o seu.
— Eu irei pagar pelo prejuízo. — falou mansamente assim que ele se juntou a ela novamente, olhando o amassado na traseira antes em perfeito estado.
— Estou contando com isso. — disse ele com certo toque de brincadeira, tirando um sorriso da ruiva.
— Pode confiar em mim, hã, qual é o seu nome?
— Jungkook. Prazer.
— O meu é Rosé. Prazer também, hum, eu acho. — disse ela em tom de ironia, indicando com os olhos o estrago no carro dele, aquilo o levou a rir e em seguida passou a mão entre as mechas castanhas, confuso.
A pouco tempo estava tão estressado, quase soltando fogo pelas narinas. O começo do dia não tinha sido dos melhores. Que poder super mágico aquela garota desconhecida tinha para fazer evaporar toda a negatividade que carregava até minutos atrás?
Com a batida, seu peito se inflamou de ira, queria apenas uma desculpa para despejar toda a raiva em algo ou alguém, porém ao vê-la tão abalada, tudo aquilo sumiu.
"Como, ele não sabia explicar."
Queria dizer que ela tinha sido muito corajosa ao não sucumbir ao medo. Tinha vontade de descobrir mais sobre aquela garota... E o mais incrível de tudo foi que antes de acontecer o incidente, ele estava prestes a oferecer ajuda à pessoa, que no caso era Rosé.
O clima ficou estranho novamente. O constrangimento no ar era quase palpável, e tinha alguma coisa ali também. Ainda sem identificação, fato que levou os dois a trocarem olhares e sorrisos por quase um minuto.
— Você está ocupado agora? — indagou ela por impulso.
— Não... — respondeu sem hesitar, ainda que estivesse atolado de tarefas até o pescoço. Novamente, não se reconheceu.
— Eu conheço uma cafeteria muito boa há três quarteirões. Podemos ir até lá e ver como faremos.
— Por mim tudo bem. Vá na frente para me guiar, por favor.
Rosé assentiu.
Trocaram sorrisos mais uma vez e cada um tomou seu lugar em seus carros para ir a tal cafeteria.
Foi assim então que Rosé e Jungkook se conheceram. Numa manhã de segunda feira sem promessas de coisas extraordinárias. Menos naquela, evidentemente.
Ele, ganhou uma advertência no trabalho e ela perdeu assuntos importantes de uma prova. Contudo, nenhum dos dois se importou devido a batida do amor.
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Mil anos depois estou aqui 💕
Saudade que eu tava 💐😊
Espero que tenham gostado. Sinalizem se vocês gostam de ones mais longas ou curtinhas ❣️
Beijocas 😍
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𝑂𝑛𝑒𝑆ℎ𝑜𝑡𝑠 𝑅𝑜𝑠𝑒♥️𝑘𝑜𝑜𝑘
Fanfiction❝Coleção de Oneshots de Rosekook❞ ❝ Dois corações que se encontram em diversos cenários e que nos fazem nos apaixonar cada vez mais 😍❞ ⚪Capa por @kefistwr ⚪Realize Grapic Shop (@fanficunion)
