Trancada

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Fanfic by Sara parte 135
Autora: Sara R.
#sararussinholi

Todos os direitos autorais são reservados a autora citada acima, qualquer uso parcial ou total sem autorização será considerado crime virtual e ou autorais. LEI N⁰ 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998 e punido pelo artigo 184 do Código Penal.

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- Para o meu bem ? Você não sabe o que é bom pra mim .
Abra agora mesmo essa porta! Esmurrava a porta ao mesmo tempo em que tossia.
- Não posso Seher, eu sinto muito, só faço isso para que descanse e se recupere. Saiu
- YAMAN! YAMAN !
Cenger ouvindo a barulheira encontrou o patrão pelo caminho
- Yaman bey? Está tudo bem?
- Não está Cenger... eu tranquei Seher não quarto
- Você trancou Sra. Seher ? Perguntou assustado
- Sim ela está trancada porque é muito teimosa
- Yaman bey, essa é a melhor opção? Tem certeza ?
- O que mais poderia fazer? Ela não me escuta, é muito teimosa , nunca conheci ninguém assim em toda minha vida.
Vou verificar Yusuf, se acordar com os gritos da tia vai se assustar.
Cenger foi conversar com Seher
- Sra. Seher ?
- Cenger! Graças à Deus
- Está tudo bem?
- Está, tossia muito
- Precisa de alguma coisa?
- A chave Cenger, preciso sair daqui.
- Tudo bem, assim que Yaman bey sair eu pego a chave.

Quando Yaman saiu com Yusuf do quarto Seher já não gritava mais .
Yaman desceu com ele para a mesa de café da manhã e disse que a tia estava muito resfriada, e para que ele não ficasse ainda mais doente ela ficaria no quarto por hoje.
Tomaram café da manhã e Yaman deixou Neslihan tomando conta de Yusuf no jardim.
Subiu com uma bandeja de café da manhã para ela .
Abriu a porta bem devagar, Seher estava dormindo.

De tanto andar pra lá e pra cá, ansiosa pela saída de Yaman , ela se cansou, deitou e dormiu.

Yaman via aquela linda visão tão pequena, tão serena, nem parecia que podia ser tão brava quando se irritava.
Tentado a tocá-la , acariciou o cabelo dela que teimava em cair no rosto.
Ela despertou, de sobressalto levantou da cama
- O que faz aqui?
Yaman se ajeitou de pé, pigarreou
- Vim trazer seu café da manhã
- Eu não quero nada disso
- Você precisa se alimentar
- Quem é você pra me dizer o que tenho que fazer ?
- Seher olhe...
Ela tentou sair pela porta, ele a impediu
- Não me toque! Quantas vezes vou ter que falar ?
- Você não pode sair
- Você não pode me impedir, não sou sua prisioneira
- Mas vai ficar trancada até deixar de ser teimosa e cuidar de si mesma , pode deixar outras pessoas doentes sabia ?
- Não sou irresponsável, uso máscara e fico em meu escritório, não vou ter contato com as crianças.
- Mesmo assim, não pode sair nessas condições.
Seher respirou fundo...
" Ele já vai sair, já vai sair... " pensava e respirava de olhos fechados.
- Está tudo bem?
- Está! Agora saia! Já que sou obrigada a ficar aqui trancada, mas não sou obrigada a ficar te olhando, se sentou na cama dando as costas a ele .
Yaman saiu trancando a porta novamente
- Teimosa! Resmungava enquanto descia as escadas.

Seher andava pelo quarto todo , folheava um livro , tentava dormir mais um pouco, mas a ansiedade não a deixava.
- Que demora! Por que não sai logo ?

Yaman ficou no escritório e vez ou outra colava o ouvido na porta do quarto dela para tentar descobrir o que ela fazia.
Na hora do almoço ele entrou com uma nova refeição.
- Você não comeu nada , não vai melhorar desse jeito.
Seher o olhou com os olhos saindo faíscas
- Como posso comer se estou presa ?
- Você está na sua casa!
- Essa não é minha casa ! Você sabe tudo o que vivi aqui ? Você se lembra por acaso quantas tragédias essas paredes testemunharam? Hã? Você sabe ? Me responda! Gritava estérica
Yaman abaixou a cabeça , deixou a bandeja de lado e saiu, deixando Seher desolada pelas lembranças ruins que agora invadiam sua mente.
Yaman desceu cabisbaixo, Cenger o interceptou
- Algum problema Yaman bey?
- Foi tão ruim pra ela viver aqui ?
Cenger assentiu, respirou fundo
- Embora tenha te dito um resumo de muitas coisas que aconteceram no período que o senhor não se lembra, existem muitas mais , Sra. Seher não foi bem recebida pelo senhor aqui , tiveram um começo muito difícil, e tantas outras coisas aconteceram debaixo desse teto.
Não é fácil pra ela estar de volta.
- O que eu fiz Cenger?
- Você vai se lembrar, deu um tapinha no ombro dele e saiu deixando Yaman pensativo.

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